Vontade e Autoidentidade na Psicossíntese

Duas importantes diretrizes no processo psicoterapêutico são: a vontade e a autoidentidade na Psicossíntese.

Vontade e autoidentidade na Psicossíntese

A Vontade na Psicossíntese


A principal diretriz do processo psicoterapêutico na Psicossíntese é a “vontade”, sendo esta função essencial, pois é a partir dela que todos os movimentos da vida acontecem.

Para a Psicossíntese a vontade é a fonte e origem do viver humano e dela são emanadas as decisões, escolhas e compromissos que conduzem o ser humano e delineiam o seu caminho.

Este papel fundamental da “vontade” na Psicossíntese faz com que ela seja um tema profundamente analisado e deste assunto criteriosamente estudado surgiram conceitos que indicam as fases da vontade que são assim apresentadas na Psicossíntese:

  • Deliberação,
  • Motivação,
  • Decisão,
  • Afirmação,
  • Persistência, e
  • Execução.

A psicologia do Dr. Roberto Assagioli utiliza técnicas para que a vontade seja estimulada, desenvolvida, fortalecida e direcionada para o uso benéfico e desenvolvimento do indivíduo.

Vontade na Psicossíntese

A Autoidentidade na Psicossíntese


Autoidentidade na PsicossínteseOutra diretriz do processo psicoterapêutico na Psicossíntese é a busca da “autoidentidade”.

Trata-se do processo da busca da natureza do eu, porém o “eu” numa perspectiva mais abrangente do que o conceito de ego, o sujeito da consciência.

A busca da autoidentidade se configura na experiência do “eu”, ou seja, a autoconsciência.

A autoconsciência do “eu” faz com que seja percebido pelo indivíduo como identidade e não como peça do jogo da vida, isto é, que o contato direto com eu possibilite a percepção de sua natureza independente da situação em que o indivíduo se encontra e dos conteúdos emocionais e psicológicos que o afetam no momento.

A percepção desta forma do “eu” faz com que a “natureza do eu” seja percebida, este é o processo de autoidentidade.

O eu não é mais encarado pelo indivíduo como um “eu circunstancial” moldado pelos acontecimentos do momento, o “eu” é reconhecido pelo indivíduo pela sua natureza.

Paulo Rogério da Motta