A vontade de encontrar sentido


Há no ser humano a vontade de encontrar sentido, seja na vida, no mundo, de si mesmo ou até do que está além de si e do mundo.

O ser humano é um buscador nato!

Somente sobreviver não lhe basta!

A vontade de encontrar sentido

Buscar ter e buscar ser


O ser humano pode, dependendo de sua maturidade psicológica e espiritual, pautar seu desenvolvimento em busca de autorrealização em dois sentidos:

  • No mundo externo: procurar “ter” riqueza, status, etc..
  • Em seu mundo interno: procurar “ser” um alguém melhor e buscando um crescimento interno.

Aqui encontramos um tema recorrente na psicologia: “ter” x “ser”.

O “ter” associado a buscas no mundo externo e o “ser” associado a buscas no mundo interno.

A maturidade psicológica e espiritual é intrinsecamente ligada ao desenvolvimento do “ser”, é quando o indivíduo já não consegue satisfazer sua vontade de autorrealização com conquistas no mundo externo.

O que o mundo externo oferece é insuficiente para os anseios e aspirações do ser humano.

Angela Maria La Sala Batà: “Esta autorrealização, seja ela chamada “individuação”, como diz Jung, ou “despertar da alma”, como dizem os espiritualistas, indica sempre a mesma realidade, ou seja, a descoberta do verdadeiro centro do nosso ser, da nossa verdadeira essência, do verdadeiro Homem, que os orientais chamam de o Ser.”.

A vontade de encontrar sentido

A vontade de encontrar sentido


O ser humano carrega em si a vontade de encontrar um sentido para a sua vida e existência e até mesmo diante de situações em que se depara com o inevitável, ainda assim pode encontrar sentido, pois a verdade é que não há nenhuma situação sem sentido na vida e o que faz o ser humano encontrar sentido no que vive é a sua postura diante das situações.

Viktor Frankl: “Quem viveu em campos de concentração lembra-se de homens que caminhavam pelos alojamentos confortando os outros, oferecendo seu último pedaço de pão. Devem ter sido poucos, mas deram provas suficientes de que tudo pode ser tirado de um homem, menos uma coisa: a última das liberdades humanas – a de escolher uma atitude em qualquer circunstância, a de escolher o próprio modo de ser.”.

Há no ser humano a necessidade de encontrar um sentido para a sua existência, seja ela latente ou expressada, e essa busca de sentido é uma aspiração espiritual.

Negligenciar ou negar o aspecto espiritual do ser humano é menosprezar a origem dessa busca e, velada e consequentemente, dizer que essa busca é um desejo como outro qualquer ou um devaneio vindo do nada.

Para o ser humano não basta sobreviver, pensar, emocionar-se e relacionar-se.

Um mineral, vegetal ou animal não se questiona sobre o sentido de sua existência, mas o homem, consciente ou inconscientemente, questiona-se constantemente sobre isso.

Para o ser humano tudo tem que ter um sentido e isto é que o faz diferente de todos os outros seres do mundo em que vive.

Paulo Rogério da Motta


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