A transformação em deusa de Psiquê

A transformação em deusa de Psiquê é a possibilidade que existe em toda mulher e caminho para o desenvolvimento da Anima no homem.

A transformação em deusa de Psiquê

A transformação em deusa


Eros que sabia ou sentia que sua amada corria perigo e, já curado de sua ferida, voa até Psiquê.

Encontra-a adormecida na morte e então coloca novamente o sono da morte no cofre e desperta Psiquê.

Após, o deus do amor leva sua amada até o Monte Olimpo e pede a seu pai, Zeus, que este a transforme em deusa.

Afrodite aparenta concordar com a ideia e com a anuência dos demais deuses, Psiquê é então transformada em deusa.

E, desta forma, Eros e Psiquê se casam e ela dá à luz uma menina que se chama Prazer.


O mito completo você pode ver aqui: O mito de Eros e Psiquê

A transformação em deusa de Psiquê

A história de toda mulher e da Anima


Um importante ponto a ressaltar é que Psiquê só conseguiu chegar e suportar estar no Monte Olimpo porque Eros, como um deus, a levou.

A moça mortal não conseguiria chegar sozinha até o Monte Olimpo e, mesmo que chegasse, não suportaria permanecer viva na presença dos deuses.

A jornada de Psiquê permitiu a ela conscientização, autoconhecimento e autodesenvolvimento.

E, assim, a jornada de Psiquê foi o caminho da individuação proposto por Jung.

Eros e Psiquê ou animus e ego, por fim, se unem e mantém uma relação adequada e plena.

O ego é levado a viver num plano, mais divino e aprovado pelo self, no mito representado por Zeus.

O animus na figura de Eros a levou à morada dos deuses e é importante que se perceba que o Monte Olimpo do mito está dentro de nós.

Eros, nas entrelinhas, pode ser entendido:

  • Como as formigas que selecionaram os grãos
  • Como a voz que saiu em meio aos juncos
  • Como aquele que motivou Zeus (self) a enviar sua águia
  • Como a torre que a orientou em sua última tarefa

Eros, o animus, também cresceu e amadureceu durante o mito.

Deixou de ser o moleque aventureiro e tornou-se o homem maduro que ama e cuida do seu amor.

Psiquê e Eros tiveram uma filha e seu nome é Prazer.

Ego e animus quando se relacionam de maneira saudável propicia o nascimento do prazer, mas não o prazer baseado em superficialidades, mas sim o prazer divino.

Afinal, Prazer, a filha nascida, é uma deusa.

Psiquê em sua jornada viveu prazeres e dores, se desesperou, se apaixonou, aprendeu a amar, superestimou a aparência, valorizou a essência…

Morreu e então renasceu como deusa.

A história de Psiquê é a história de toda mulher e também da anima no homem.

Fracassos e quedas fazem e sempre farão parte do caminho, mas a transcendência e a elevação é que são os propósitos da jornada.

Jung nos diz que o que é esperado de nós não é a perfeição, mas sim a totalidade e na totalidade estão compreendidas as falhas.

Este é o mito de Eros e Psiquê.

É a história que existe em cada um de nós.

Cada vida, uma aventura.

Em cada um de nós, muitos deuses.

A transformação em deusa de Psiquê

Paulo Rogério da Motta

Ver: Cinderela, dos irmãos Grimm e Coniunctio.


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