Toda forma de amor


Toda forma de amor afeta a alma humana.

O amor tem faces e é motivo para romances, poesias, músicas…

Mas quando se diz que se ama o que se quer dizer?

Toda forma de amor

Amor. Amor! Amor? Amor…


O que lhe vem na mente quando você ouve a palavra “amor”?

Quando digo “eu te amo” será que estamos falando da mesma coisa?

Pois, o que é amor para mim é o mesmo que para você?

E quem é o “eu” que te ama?

E quem é o “tu” que é amado por mim?

Fica uma questão sobre as questões!

Qual a pergunta a ser feita?

Você me ama? OU Como você me ama?

E mais…

Ama-se com a mente OU com o coração?

Toda forma de amor

Toda forma de amor


Na série de artigos: “As faces do amor” é possível perceber que aquele que ama pode amar de diferentes formas.

Toda forma de amor se apresenta numa escala que vai desde o mais material até o mais espiritual.

Do amor mais material e restritivo de Porneia até o amor mais espiritual e coletivo de Ágape há uma escala que abrange toda forma de amor.

Dentre o amor mais restritivo e possessivo até o amor mais abrangente e libertador estão os enredos que darão sentido à frase: “eu te amo”.

Catherine Bensaid faz considerações sobre isso na obra: O essencial do amor: As diferentes faces da experiência amorosa:

Falamos sempre do amor como se fosse uma entidade unívoca de modo que não tivéssemos necessidade de redefini-la.

Como se, tendo declarado uma vez “eu te amo”, tudo tivesse sido dito.

Como se, tendo necessidade de amor, não fossemos obrigados a indicar com precisão o tipo desse amor.

Quais são os critérios que nos permitem pensar que somos, ou não, amados?

E aqueles que nos levam a acreditar que nós próprios amamos?

Qual é o conteúdo que colocamos na palavra “amar”?

Diante de toda forma de amor há que se avaliar o conteúdo do amar.


Vídeo: As dez faces do amor

Eros, o amor erótico

Amor e amar


Há diferença entre AMOR e AMAR?

Se há, qual?

Havendo, é possível amor sem amar ou amar sem amor?

Definir o AMOR seria delimitá-lo dentro da razão e o AMOR não é racional.

Delimitar o AMOR seria mensurá-lo e amor não tem tamanho, tem qualidade, e a qualidade do AMOR está no AMAR.

AMOR e AMAR estão intrinsicamente ligados como o ar e o respirar, mas, apesar de tão íntima e obvia relação, são diferentes.

AMOR se tem.

AMAR se ama.

AMOR é substantivo, algo, coisa. Tem-se AMOR.

AMAR é verbo, ação, movimento da alma.

Para AMAR ama-se.

Há tantos que tem amor e, no entanto, não amam.

Há quem mate por amor por não saber amar.

Assim, o AMOR pode existir sem o AMAR.

Entretanto, não há como AMAR sem ter o AMOR.

Seria como procurar respirar sem ter o ar.

Toda forma de amor

Arquetipicamente Amor


Arquetípico é o que recorrente vezes aconteceu na história humana e de tanto acontecer se tornou marca e presença eterna em sua alma.

E o ser humano sempre amou ao escrever a sua história.

Amou ao viver e viveu para amar.

Sendo assim, o arquétipo do amor parece ser o arquétipo que quando ativado faz o ser humano amar, mas mais do que isso e antes até a isso seja o arquétipo que ative o ser humano a realmente viver.

Porque o ser humano escreve a sua história movido pelo amor e ele faz isso amando uma causa, uma ideia ou alguém.

E no arquétipo do amor existe toda forma de amor e, por isso, o amor além de ser eterno como são os arquétipos, é também infinito pelo sem número de possibilidades que oferece ao ser humano para escrever as suas histórias.

Romances, guerras, beatificações, poesias, sagas e músicas são escritos em nome do amor.

Robert A. Johson, em sua obra: We: A chave psicológica do amor romântico, diz:

Quando eu digo que “amo”, não sou eu quem ama; na realidade, é o Amor que age através de mim.

O amor não é algo que eu faço, mas algo que eu sou, ele não é um fazer, é um estado de ser – uma ligação, uma construção de elos, com outros mortais.

Uma identificação que simplesmente flui de dentro para fora, independentemente de minhas intenções ou de meu esforço.

Se como disse o autor, quando eu amo é o amor que age através de mim, então ao amar não fui eu que escolhi o amor, foi ele que me escolheu.

Paulo Rogério da Motta


Vídeo: Paulo Ricardo – O amor me escolheu


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