Sonho

O que significa Sonho?

Dicionário Junguiano: Se comunicam através de símbolos e mostram como o inconsciente vê a situação atual da psique…

Sonho – Dicionário Junguiano

Dicionário Junguiano

Sonho


O sonho é uma manifestação psíquica involuntária e espontânea do inconsciente.

Os sonhos se comunicam através de símbolos e são o meio para que o inconsciente mostre a situação atual da psique.

Os sonhos não são invenções intencionadas e dependentes do arbítrio, mas sim fenômenos naturais, que não constituem nada mais do que aquilo mesmo que representam. Não enganam, não mentem, não distorcem, não disfarçam, mas anunciam com simplicidade aquilo que são e que significam. Apenas nos molestam e desorientam porque nós não os entendemos. Não empregam artifícios para encobrir qualquer coisa, mas dizem aquilo que constitui seu conteúdo, de modo tão claro quanto possível de acordo com seu modo especial de ser. Conseguimos também reconhecer por que são tão singulares e difíceis, pois a experiência mostra que os sonhos sempre procuram exprimir alguma coisa que o “eu” ignora e não entende. (Carl Gustav Jung; O desenvolvimento da personalidade – § 189).

A principal função dos sonhos é a compensação com o propósito de autorregulação e obtenção do equilíbrio psíquico.

Nesta perspectiva existem três possibilidades. Se a atitude consciente a respeito de uma situação dada da vida é fortemente unilateral, o sonho adota um partido oposto. Se a consciência guarda uma posição que se aproxima mais ou menos do centro, o sonho se contenta em exprimir variantes. Se a atitude da consciência é “correta” (adequada), o sonho coincide com esta atitude e lhe sublinha assim as tendências, sem, contudo, perder a autonomia que lhe é própria. (Carl Gustav Jung; A natureza da psique – § 546).

Sonho – Dicionário Junguiano

Por sua natureza a interpretação dos sonhos é subjetiva por se expressarem através de imagens simbólicas da personalidade do sonhador e se baseiam na associação destas imagens com suas ações no mundo objetivo, bem como, suas motivações, comportamentos e atitudes na vida.

Nossas imagines [imagens] são partes constitutivas de nossa mente, e quando o nosso sonho reproduz casualmente algumas representações, estas são, antes de tudo, as nossas representações, em cuja elaboração esteve envolvida a totalidade de nosso ser; são fatores subjetivos que, no sonho, se agrupam de tal ou tal modo e exprimem este ou aquele sentido, não por motivos exteriores, mas pelos movimentos mais íntimos e imperceptíveis de nossa alma. (Carl Gustav Jung; A natureza da psique – § 509).

O aspecto inconsciente de um acontecimento é revelado nos sonhos, em que se manifesta não como um pensamento racional, mas como uma imagem simbólica.

Paulo Rogério da Motta