Sofrimento psicológico


O ser humano é um ser que investe afetividade em qualquer situação de sua vida e, desta forma, mesmo em situações objetivas estará associado o sofrimento subjetivo ou sofrimento psicológico.

Sofrimento psicológico


O sofrimento psicológico

O sofrimento físico exige uma atividade no plano físico para ser superado.

Exemplo: se estou com fome então me alimento e a fome deixa de existir.

Portanto no sofrimento físico a atitude é objetiva.

Sendo assim, se estou com fome não me adiantaria ir a uma palestra de “Como não ficar com fome” para que a fome deixasse de existir.

O sofrimento psicológico é subjetivo e se dá na mente (processo mental).

Exemplo: sofrer de amor.


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O ser humano é um ser psíquico e em sua forma de ser tem em si sentimentos, emoções, afetividade…

O ser humano ao ter contato com alguma coisa a sente e a interpreta e então dá valor e significado a essa coisa.

Assim, o ser humano constrói a sua concepção desse algo, ou seja, a sua “ideia”.


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Ao conceber as suas ideias sobre tudo o ser humano configura o seu mundo interno.

Dessa forma quanto mais o mundo objetivo é diferente do mundo subjetivo mais motivos têm para se sofrer.

O sofrimento psicológico

Como lidar com o sofrimento psicológico?

Apesar do sofrimento psicológico ser subjetivo precisamos de uma atitude objetiva para lidar com ele: a conscientização.

O sofrimento psicológico decorre da não adaptação com a realidade.

  • Quando idealizamos alguém e na realidade essa pessoa não é (e nunca é totalmente) a pessoa idealizada por nós então sofremos.
  • Quando idealizamos que determinada coisa aconteça e na realidade ela não acontece então sofremos.
  • Quando idealizamos ter alguém eternamente e na realidade isso é impossível e a perdemos então sofremos.

Essa incompatibilidade entre o que idealizamos e o que existe na realidade pode gerar sintomas, tais como:

  • Depressão
  • Ansiedade
  • Baixa autoestima
  • Estresse
  • Insatisfação
  • Cansaço, etc.

O sofrimento psicológico no cotidiano está relacionado com as dificuldades de adaptação às circunstâncias da realidade, sejam essas circunstâncias relacionadas com o trabalho, com a família, com a vida amorosa e sexual, ou simplesmente as exigências que as pessoas têm consigo próprias.

A “conscientização” é o ato de orientação da atenção.

É dar atenção conscientemente.

O amor e o sofrimento psicológico

O sofrimento psicológico e o amor

O amor, por exemplo, está no reino da consciência e não no reino da ilusão.

O amor é fruto da vontade de amar.

Muitos confundem o amor com a paixão!

A paixão é inconsciente e o amor é consciente!

Numa passagem bíblica há uma boa indicação de como é o amor:

O amor é paciente, o amor é prestável, não é invejoso, não é arrogante nem orgulhoso, nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita nem guarda ressentimento. Não se alegra com a injustiça, mas rejubila com a verdade.

Paz, tolerância, carinho, respeito e amizade são consequências do amor.

Talvez agora tenha mais sentido o pensamento de que o ser humano tem duas opções para aprender: ou pelo amor ou pela dor.

Ou seja: pela consciência ou pelo sofrimento psicológico.

Podemos entender então que buscar a felicidade não é o ato de negar a realidade, mas sim de vivê-la da melhor maneira que pudermos.

Por isso o ser humano se apega tanto a inúmeras ilusões! Ele faz isso para não lidar com a realidade!

O apego à ilusão é o desejo de ignorância para não lidar com a realidade!

E viver há que se ser um ato da vontade e não uma escravidão dos desejos.

Paulo Rogério da Motta


Platão: “Tente mover o mundo: o primeiro passo será mover a si mesmo.”.