Religião e religiosidade

Religião e religiosidade fazem parte da história humana.

A religião é uma atitude do espírito humano

A religiosidade é um meio para atender a natureza humana.

Religião e religiosidade

Religião e religiosidade


Grande parte das culturas e sociedades no transcorrer da história foi profundamente religiosa.

Se forem excluídas as atividades culturais diretamente associadas à sobrevivência poderia se dizer que a religião é a mais antiga atividade cultural e que ela existe em todas as culturas.

As experiências religiosas eram valorizadas e apoiadas pelos sistemas de valores vigentes.

O fato faz com que a religiosidade esteja sempre presente na história do ser humano.

Religião e religiosidade

É fato também que o ser humano é dotado de consciência e isso faz com que o homem perceba que há uma regularidade na natureza e que não é ele, o homem, que a promove.

O ser humano percebe a realidade exterior como algo que é independente de sua ação e isto o faz crer na existência de poderes superiores ao humano.

Assim surgiu a crença em divindades.

Carl Gustav Jung dizia que a religião é uma atitude do espírito humano e faz com que o homem considere fatores, tais como ideias, leis e presenças em seu mundo interior devido às suas experiências e estes fatores passam a conter o significado de algo poderoso que deve ser adorado ou temido.

A religião pode ser entendida não só como o meio para exercício da fé, mas sim, como a experiência com o que é numinoso que resulte em alguma modificação do consciente.

A religiosidade, assim, vem a ser a busca da transcendência para que o homem vivencie a sua espiritualidade.

O contato com um ser superior proporciona ao homem um sentido e um significado à sua existência que não podem ser conseguidos de outra forma.

A religiosidade faz com que o homem reflita sobre quem é e sobre quem deve ser e com que busque significado para que a sua existência tenha sentido e significado que transcenda o mundo objetivo.

O ser humano ao vivenciar a sua religiosidade transcende a sua própria condição existencial na busca do divino e nesta transcendência acontece a subjetivação da realidade.

E o ser humano em seu jeito de ser é um ser que baseia sua relação com tudo através da subjetivação.

A religiosidade, assim, é um meio para que o ser humano transcenda e vivencie a sua própria natureza.

Isto é, o ser humano é transcendente ao experimentar a vida devido a sua própria configuração que o faz humano.

Paulo Rogério da Motta