Psique na Psicanálise


Para melhor entendimento da psique na Psicanálise recomendo a leitura de outro artigo aqui em Psicologia Profunda: Primeira Tópica de Freud.

O presente artigo se baseia nesta primeira tópica de Freud.

Assista também o vídeo no final do artigo.

Psique na Psicanálise


A psique na Psicanálise

Percepção e ação, eis em que se baseia a dinâmica da psique.

Com a percepção há a captação do mundo e com a ação a interação com o mundo.

No esquema a seguir a letra “P” representa a percepção e a letra “M” representa ação, o “M” é de motricidade.

Libido é a energia psíquica.

A psique na Psicanálise

  • P= Extremidade sensitiva, recebe as percepções.
  • M = Acesso a motricidade, ações, reações.
  • → Libido, energia psíquica.

P e M fazem parte do sistema CONSCIENTE.

Perceber o mundo é ter consciência do mundo e a ação é o movimento da vontade consciente.

Uma nota importante: “A Psicanálise busca os conteúdos INCONSCIENTES”.

Personalidade = Estrutura psíquica

Tudo aquilo que percebemos (percepção/extremidade P) deixa em nós um registro na memória (traço mnêmico).

Os traços mnêmicos são armazenados em relações de semelhança (ex.: seio da mamãe e a chupeta).

Estes traços, gravados e organizados por relações de semelhança em nossa personalidade são de natureza inconsciente e constituem a base sobre a qual repousa nosso caráter psíquico. Pois estes traços, embora inconscientes, permanecem ativos e marcam a nossa maneira de ser e determinando o nosso caráter.

Estes traços, apesar de poderem se tornar conscientes, permanecem inconscientes em razão de uma instância psíquica que submete a atividade inconsciente a uma crítica (análise e/ou censura).

Essa análise crítica é o princípio que norteia nossa vida e dirige nossas ações voluntárias.

Vamos esquematizar para melhor compreensão!

A psique na Psicanálise

Explicando o esquema acima:

Esta primeira censura (barra de recalque) está entre o I (Inconsciente) e o Pcs (Pré-Consciente) para impedir que elementos do Ics cheguem ao menos perto do Cs (Consciente).

Caso esse novo elemento não seja perigoso ao equilíbrio do “eu” ele pode passar ao Cs.

Mas se ele for perigoso não irá passar e deixará uma marca que todos nós conhecemos: a angústia.

A segunda censura: existem ideias que mesmo que você se esforce não conseguirá recuperar. Sabe aquela palavra que você fala que “está na ponta da língua”?

Pois é, ela ficou presa no Pcs e não conseguiu chegar ao Cs.

Assim é a psique na Psicanálise em concordância com a primeira tópica de Freud.

Este modelo da psique na Psicanálise depois foi aprofundado e complementado pela segunda tópica.

Sobre a segunda tópica também há um artigo em Psicologia Profunda: Segunda Tópica de Freud.

A psicanálise d Freud prega que a liberação de materiais bloqueados na psique é capaz de minimizar o desconforto psíquico que pode resultar em atitudes destrutivas e assim se libertar do sofrimento psíquico.

A psique é um campo de constantes conflitos, pois tem que estar sempre lidando com um instinto se opondo a outro, com proibições sociais bloqueando pulsões biológicas e as estratégias de busca de prazer e fuga do desprazer.

A psique na Psicanálise tem o ego como protagonista e cabe a ele a percepção e a ação do indivíduo. Um difícil papel!

A psique na Psicanálise de Freud conceitua que o equilíbrio definitivo não pode ser alcançado, portanto, o bem estar psíquico baseia-se em manter e recuperar (quando perdido) um nível aceitável de equilíbrio.

Para finalizar o presente artigo podemos então dizer que o propósito prático da Psicanálise é o fortalecimento do ego.


Vídeo: A Primeira Tópica de Freud