A psicoterapia junguiana

A psicoterapia junguiana busca auxiliar o ser humano na busca de si mesmo e a despertar o seu curador interno.

Considerações, caminhos e objetivos da terapia junguiana.

A psicoterapia junguiana

A psicoterapia junguiana


A psicoterapia junguiana tem o propósito de fazer com que o cliente tenha um mapa em suas mãos para que ele trilhe o seu caminho psíquico.

A base da psicologia junguiana é a relação do ego com a realidade do self.

Um processo psicoterapêutico baseia-se no encontro entre o centro da consciência (o ego) com o centro da totalidade psíquica (o self).

A psicoterapia junguiana, em especial a análise, deve promover este encontro com o si mesmo.

Importante destacar que pode acontecer de a psicoterapia junguiana ou, especialmente, a análise somente preparar o caminho para este encontro, porém este encontro sequer se consumar durante o processo terapêutico e efetivar-se até anos depois.

As dificuldades que se manifestarem no curso da psicoterapia devem ser sempre discutidas entre terapeuta e cliente já que ambos são colaboradores de um mesmo processo e o psicoterapeuta não deve nunca se acomodar com a satisfação de ver uma hora de sua agenda preenchida.

O propósito de uma psicoterapia e também o de alguém se tornar um psicoterapeuta junguiano é o mesmo: colaborar para que alguém consiga trilhar o caminho da busca de si mesmo.

Você pode saber mais sobre o terapeuta junguiano neste artigo: O psicoterapeuta junguiano.

Um psicoterapeuta junguiano pode iniciar seu trabalho com anotações da história pessoal de seu cliente e dar prosseguimento com a exploração e análise de conteúdos inconscientes, bem como a utilização de testes, sandplay (técnica com caixa de areia e figuras que são representações arquetípicas), terapia corporal e até técnicas de outras escolas psicoterapêuticas afinadas com o propósito da clínica junguiana.

Enfim, não há regras definidas para atuação do psicoterapeuta, pois a clínica junguiana trabalha com o conceito central de que todo ser humano é único e, portanto, não caberia haver uma forma generalizada para enquadrar todo e qualquer cliente dentro desta fórmula.

O psicoterapeuta terá que descobrir o melhor meio de atender o seu cliente.

Na clínica junguiana é possível se usar os parâmetros comuns da prática da psicoterapia corrente: um encontro semanal com uma hora terapêutica que corresponde a cinquenta minutos, porém a frequência da psicoterapia pode variar de acordo com a gravidade e urgência do caso.

A duração de uma psicoterapia junguiana também é algo não mensurável, pois o psicoterapeuta consegue visualizar apenas a hora de iniciar uma psicoterapia, a hora de seu término depende de inúmeros fatores.

A atenção quanto à duração de uma psicoterapia deve ser no sentido de observar se ainda existe finalidade para que ela exista, se não foi criada uma situação de dependência do terapeuta que foge ao escopo pretendido na prática da clínica junguiana que é o de constituir o curador interno no cliente.

A psicoterapia junguiana

Algumas vezes uma pausa na psicoterapia se faz necessária como estratégia terapêutica.

É aconselhável uma avaliação do progresso do processo terapêutico em intervalos não inferiores a seis meses, geralmente, pois períodos menores de tempo podem levar a uma avaliação baseada em flutuações do processo terapêutico.

O ambiente do setting terapêutico deve ter a finalidade de acolher o cliente e a utilização de divã pode ser opção para quem o queira, mas a configuração mais utilizada é a de psicoterapeuta e cliente se sentarem um de frente para o outro.

Frequência e honorários devem ser discutidos e podem variar de terapeuta para terapeuta.

O mais comum, quanto à frequência, é a de uma vez por semana no caso de psicoterapia e de até duas vezes por semana no caso de análise.

Por fim e como mais importante a se dizer em relação á psicoterapia junguiana é que: “todo encontro terapêutico é uma relação humana”.

Toda observação e comunicação implicam em interação entre dois seres humanos.

Quem procura o terapeuta é o cliente e não o seu complexo, neurose ou patologia, portanto, a relação psicoterapêutica se baseia na busca de um ser humano que quer ser ajudado por outro ser humano que ele acredita poder lhe ajudar.

Paulo Rogério da Motta

A psicoterapia junguiana