O Psicodrama de Moreno


Jacob Levy Moreno é o criador do Psicodrama.

A abordagem no Psicodrama de Moreno se fundamenta na espontaneidade e na criatividade.

Conheça o criador do psicodrama.

O Psicodrama de Moreno


Vida e obra de Jacob Levy Moreno

Jacob Levy Moreno nasceu em Bucareste, na Romênia, em 20 de maio de 1892.

Sua família emigrou para Viena quando tinha quatro anos.

Moreno começou a documentar suas publicações após formar-se médico em 1917, quando também fundou uma publicação literária e filosófica chamada Daimon.

Nesta época publicou seu primeiro livro: “As palavras do Pai”, em que Moreno assina o prólogo, colocando como o autor do livro o próprio Deus, sendo tal fato interpretado por muitos como delírio de grandeza.

Entretanto, o propósito de Jacob Levy Moreno foi o de colocar o leitor de seu livro como sendo deus no momento da leitura, ensejando já aqui a proposta que viria a criar como Psicodrama.

Em 1921, Jacob Levy Moreno cria o teatro da espontaneidade que tinha a proposta de uma produção dramática em que entre o diretor, o protagonista, enfim, entre os participantes da produção cria-se um vínculo a partir do qual surgirá o argumento, sendo este único e irrepetível, configurando-se mais um passo a futura criação do Psicodrama.

Um fato interessante na vida de Jacob Levy Moreno foi quando em 1933 interessa-se por construir uma máquina que reproduz o som e a imagem em discos de aço, sendo este o motivo para emigrar para os Estados Unidos, quando sob contrato com a NBC vende a patente de sua ideia.

Após isso, torna-se cidadão americano e passa novamente a dedicar-se ao teatro e a exercer a medicina.

Jacob Levy Moreno e o psicodrama

O Psicodrama de Moreno

A partir daí desenvolve o psicodrama e passa a utilizá-lo como técnica terapêutica.

Nesta época também compra um hospital psiquiátrico nas margens do Rio Hudson, em Beacon, Nova York. Com o passar do tempo o hospital transformou-se Instituto Moreno, um centro de formação internacional de psicodramatistas.

Jacob Levy Moreno foi um homem que viveu sua vida construindo metáforas, inclusive recriando seu nascimento, contando que nasceu em um barco que navegava pelo rio Bósforo, a caminho do porto romeno de Constança.

Jacob Levy Moreno indagava se alguém tinha o direito de dizer qual “realidade” era a verdadeira, demonstrando que cabe ao psicoterapeuta lidar e respeitar a realidade que cada um traz em si.

Jacob Levy Moreno teve forte influência de nomes como Bérgson, Nietzsche, Kierkegaard e Freud, situando-os como seus competidores, fato que só pode ser entendido se se levar em conta a natureza de Moreno que só lutava com quem o interessava muito.

Aliás, sobre Freud, há uma interessante passagem quando o encontrou em 1912, ficando a dúvida se tal ocorrência não foi também uma metáfora, quando por ocasião de uma conferência de Freud sobre sonhos.

Após o término da conferência, Freud perguntara a Moreno a que ele se dedicava e Moreno respondeu que ele começava onde Freud deixava as coisas, fazendo alusão de que Freud analisava os sonhos e ele procurava dar às pessoas a possibilidade de sonhar.

Assim foi Moreno e para entender a sua obra é preciso que também se entenda suas referências e metáforas para que não se incorra em graves erros de interpretação.

Jacob Levy Moreno morreu em 14 de maio de 1974, com 85 anos e pediu para que fosse gravada em sua sepultura a seguinte frase:

“Aqui jaz aquele que abriu as portas da psiquiatria à alegria”.


Referências

FALEIROS, E. A. Aprendendo a ser psicoterapeuta. Psicologia: ciência e profissão v.24 n.1. ISSN 1414-9893. Brasília, 2004

BUSTOS, D. M. Novos Rumos em Psicodrama. São Paulo: Editora Ática, 1992.