O poder do amor em Tristão e Isolda


O poder do amor pode ser percebido no mito de Tristão e Isolda.

O amor influencia vidas, modifica comportamentos e se mostra como uma força poderosa.

O poder do amor em Tristão e Isolda

O mito de Tristão e Isolda


Tristão, excelente cavaleiro a serviço de seu tio, o rei Marcos da Cornualha, viaja à Irlanda para trazer a bela princesa Isolda para casar-se com seu tio.

Durante a viagem de volta à Grã-Bretanha, os dois acidentalmente bebem uma poção de amor mágica, originalmente destinada a Isolda e Marcos.

Devido a isso, Tristão e Isolda apaixonam-se perdidamente, e de maneira irreversível, um pelo outro.

De volta à corte, Isolda casa-se com Marcos, mas Isolda e Tristão mantêm um romance que viola as leis temporais e religiosas e escandaliza a todos.

Tristão termina banido do reino, casando-se com Isolda das Mãos Brancas, princesa da Bretanha, mas seu amor pela outra Isolda não termina.

Depois de muitas aventuras, Tristão é mortalmente ferido por uma lança e manda que busquem Isolda para curá-lo de suas feridas.

Enquanto ela vem a caminho, a esposa de Tristão, Isolda das Mãos Brancas, engana-o, fazendo-o acreditar que Isolda não viria para vê-lo.

Tristão morre, e Isolda, ao encontrá-lo morto, morre também de tristeza.

Este é um mito que trata do tema do amor romântico excessivo e o desenlace fatídico da paixão.

O poder do amor em Tristão e Isolda

O poder do amor


Tristão não ama Isolda, mas sim o próprio amor.

Esta consideração só é possível se entendermos que ambos se apaixonam, unicamente, por ingestão da bebida mágica.

A bebida mágica representa uma força inconsciente.

A paixão é algo que acontece inconscientemente.

E apaixonar-se pela paixão é algo muito presente.

Estar apaixonado é um estado inebriante e fascinante.

Até a própria paixão não correspondida é uma dolorosa história com ingredientes de herói e mártir que fascina quem a vive.

O amor impossível é outra história que também fascina a psique humana.

O enredo de tal história coloca que tudo o que se opõe ao amor o garante como valioso e o consagra ainda mais em seus corações, para o exaltar até ao infinito.

Este poder do amor é constatado no mito de Tristão e Isolda.

O amor influencia vidas, modifica comportamentos e se mostra como uma força poderosa.

Veja o que diz Robert A. Johnson, em sua obra: We: A chave psicológica do amor romântico:

Por ser o amor um arquétipo, ele apresenta sua própria individualidade, suas peculiaridades, sua “personalidade”.

Como um deus, o amor comporta-se como uma “pessoa” no inconsciente, um ser independente na psique.

Diz mais o autor:

Amor é distinto do meu ego; ele já estava no mundo antes de meu ego chegar, e quando este se for, o amor continuará a existir aqui.

Ainda assim, o amor é alguma coisa ou “alguém” que habita dentro de cada um.

É uma força que atua do interior para o exterior, que permite ao ego enxergar além de si mesmo, e com isso ver os outro seres humanos como algo que deve ser valorizado, estimado e não usado.

Este é o poder do amor!

O amor é capaz de influenciar o ser humano e fazê-lo agir desde a forma mais egoísta até a mais altruísta.

Dar sentido à vida e motivo para a morte.

Isto indica que por mais poderoso que seja ao amor, ainda assim, cabe ao ser humano com a sua forma de amar torna-lo benção ou maldição em sua vida.

O amor em sua essência une, enaltece o ser amado e eleva quem ama.

Mas é como a água que tanto pode matar a sede como afogar alguém.

O poder do amor em Tristão e Isolda

Paulo Rogério da Motta


Vídeo: O que significa Amor?