Persona

O que significa Persona?

Dicionário Junguiano: papel ou máscara do indivíduo perante a sociedade e instrumento precioso para a comunicação…

Persona – Dicionário Junguiano

Dicionário Junguiano

Persona


Persona é um termo latino que significa máscara e era a máscara usada por atores na época clássica para compor determinado personagem em sua encenação.

Psicologicamente, é o papel ou máscara do indivíduo perante a sociedade e que esta espera que ele o cumpra.

Verdadeiramente, aquele que olha o espelho da água vê em primeiro lugar sua própria imagem. Quem caminha em direção a si mesmo corre o risco do encontro consigo mesmo. O espelho não lisonjeia, mostrando fielmente o que quer que nele se olhe; ou seja, aquela face que nunca mostramos ao mundo, porque a encobrimos com a persona, a máscara do ator. Mas o espelho está por detrás da máscara e mostra a face verdadeira. (Carl Gustav Jung; Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo – § 43).

É, portanto, a personalidade pública ou máscara adotada pela pessoa para responder ao que a sociedade dela espera como também para atender as suas próprias necessidades arquetípicas.

Um caso frequente é a identificação com a persona, que é o sistema da adaptação ou estilo de nossa relação com o mundo. Assim sendo, quase todas as profissões têm a sua persona característica. […]. O mundo exige um certo tipo de comportamento e os profissionais se esforçam por corresponder a tal expectativa. (Carl Gustav Jung; Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo – § 221).

Personas são as máscaras que utilizamos no palco da vida.

Persona – Dicionário Junguiano

A persona é também um instrumento precioso para a comunicação.

É o caráter que assumimos e através dela nos relacionamos com os outros.

O propósito da máscara é causar uma impressão definida nos outros e muitas vezes, embora não necessariamente, oculta a verdadeira natureza da pessoa.

O único perigo é identificar-se com a persona, como por exemplo o professor com o seu manual, o tenor com sua voz; dai a desgraça. É que, então, se vive apenas em sua própria biografia, não se é mais capaz de executar uma atividade simples de modo natural. (Carl Gustav Jung; Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo – § 221).

A persona tem aspectos tanto positivos quanto negativos.

Quando é dominante pode abafar o indivíduo e aqueles que se identificam com sua persona tendem a se ver apenas nos termos superficiais de seus papéis sociais e de sua fachada (inflação da persona).

Quando é frágil, por sua vez, faz com que o indivíduo não consiga afirmação no mundo social e não consiga estabelecer relações sociais produtivas.

É um arquétipo importante pela sua capacidade de fazer do ser humano um ser social e conseguir conviver mesmo com pessoas que lhe desagradam de maneira amistosa.

Características como asseio, gentileza, boas maneiras e o cuidado com a aparência fazem parte da influência deste arquétipo.

A persona é um instrumento funcional da psique que possibilita ao ser humano a convivência social e a adaptação a este meio.

Paulo Rogério da Motta