Os arquétipos e a arte


Os arquétipos e a arte tem a eternidade como algo em comum.

Arquétipos e a grande arte não morrem.

O grande artista é um viajante do mundo arquetípico.


Os arquétipos e a arte

O inconsciente coletivo é a principal criação de Jung relacionada à arte.

Os arquétipos que constituem o inconsciente coletivo são padrões de energia com potencial para formar ideias e imagens.

A natureza dos arquétipos com sua capacidade de formar ideias e imagens tornam os arquétipos ricos caminhos para a criatividade humana, especialmente para os artistas.

Instintiva e intuitivamente os artistas expressam sua arte através de dramas, enredos, personagens, características e imagens extraídas dos arquétipos.

As criações artísticas originados dos arquétipos podem carregar naturalmente intensa carga emocional, mensagens espirituais e sintonia espontânea com aquele que tem contato com a criação do artista.

Os arquétipos estão presentes na psique de todo ser humano e o artista que os evoca em sua arte constela padrões de energia no indivíduo apreciador de sua arte.

Os grandes artistas tem a capacidade de invocar os arquétipos e intuitivamente expressa-los em suas criações.

A capacidade de expressar os arquétipos é o que faz alguém ser um grande artista.

Grandes artistas são aqueles que conseguem despertar deslumbramento, sintonia, emoções e sensações que fazem da sua criação uma ponte para alguém experimentar um momento numinoso.

Pessoas escutam uma música e ela parece já ter sido ouvida antes ou parece contar uma história já ouvida ou então parece narrar a história do próprio ouvinte.

Pessoas escutam notas anotadas em uma partitura que ressoam naquele que ouve como a trilha sonora de sua vida ou como o milagre da música que é extraída do ouvinte mais do que ouvida por ele porque a sensação é a de que aqueles sons já existiam ali em seu interior.

Pessoas param diante de uma tela ou escultura e não conseguem despregar os olhos ou alcançam um estado de afinidade subjetiva que a razão não consegue explicar.

Pessoas leem histórias que fazem das letras no papel ingredientes que criam mosaicos emocionais e fazem com que a leitura seja uma odisseia vivida na alma do leitor.

Pessoas veem corpos que dançam e que transformam coreografias do palco em movimentos que delineiam sensações, promove sensibilidade e através dos sentidos do espectador que o acompanha com os olhos e com o coração faz com que ele seja um parceiro de sua dança .

Quando tal coisa acontece se está diante de uma grande criação artística!

É desta forma que grandes obras não sucumbem com o tempo e comprovam a verdade de que a arte não morre.

Há criações artísticas que perduram o tempo de um modismo e morrem porque não tem força arquetípica.

Os arquétipos assim como a arte são eternos.

Os arquétipos eternizam a arte.

Paulo Rogério da Motta