O sofrimento na Psicossíntese

O ser que sofre


O sofrimento na Psicossíntese

O ser humano é um ser psíquico e em sua forma de ser tem em si sentimentos, emoções, afetividade…

O ser humano ao ter contato com alguma coisa a sente e a interpreta.

Ele dá valor e significado a essa coisa.

Assim, o ser humano constrói a sua concepção desse algo, ou seja, a sua “ideia”.

O ser humano, desta forma, idealiza aquilo com o qual tem contato, por isso nos fascinamos, nos decepcionamos, admiramos e desgostamos das coisas.

Geralmente, avaliamos as coisas de acordo com o quanto elas correspondem ao que temos idealizado em nós. Dessa forma quanto mais o mundo objetivo é diferente do nosso mundo subjetivo, mais temos motivos para sofrer.

E como é encarado o sofrimento na Psicossíntese?

O sofrimento na Psicossíntese

O sofrimento na Psicossíntese


O sofrimento na Psicossíntese é visto como algo a ser enfrentado e não somente evitado, pois fugir ou mesmo evitar olhar para o sofrimento, que faz parte do processo de viver, faria o ser humano cair num círculo vicioso de busca de prazer e fuga do desprazer e seu enredo de vida seria o de um repetitivo presente sempre contaminado pelo passado.

O sofrimento carrega significado, sendo, desta forma, algo que tem papel na vida do indivíduo e a sua aceitação como algo não desejável, mas necessário na vida de cada um, transformaria as dores do viver em oportunidades de aprendizado e possibilidades de crescimento.

O passado é algo importante em qualquer escola de psicologia, mas para a Psicossíntese a ênfase está no futuro e este futuro é consequência do presente, portanto, o presente é visto como algo dinâmico e determinante do futuro.

O indivíduo que reconhecer suas experiências culminantes ou de pico como possibilidades de desenvolvimento, sejam elas agradáveis ou não, fará com que estas experiências sejam oportunidades positivas para exercer sua criatividade e se recriar e sendo dolorosas as experiências serão também oportunidades para estimular a resiliência.

O “vir a ser” e o “por vir” são mais enfatizados do que o “como foi”, ressaltando que são enfatizados, mas o passado não é desprezado, afinal, o autoconhecimento e o reconhecimento das motivações são processos vinculados à história de vida do indivíduo.

Paulo Rogério da Motta