O que é mandala?

O que é mandala?

Carl Gustav Jung utilizou a mandala como representação simbólica da totalidade psíquica.

O círculo mágico, a totalidade, o universo…

Muitos são os símbolos de uma mandala.

O que é mandala

O que é mandala


Vamos começar a responder o que é mandala com as próprias palavras de Jung:

“A palavra sânscrita mandala significa “círculo” no sentido habitual da palavra. No âmbito dos costumes religiosos e da Psicologia, designa imagens circulares que são desenhadas, pintadas, configuradas plasticamente, ou danças.” (Os arquétipos e o inconsciente coletivo).

A palavra mandala tem origem no sânscrito, língua da Índia antiga, e significa “círculo”.

A palavra mandala pode ser vista etimologicamente como a composição da expressão manda que significa “essência” e da expressão la que significa “conteúdo” podendo ser entendida como o “círculo ou esfera da consciência” ou ainda como “o que contém a essência”.

A mandala é uma figura geométrica em que o círculo está circunscrito por outro círculo ou quadrado.

A figura da mandala causa a sensação de que tudo irradia ou converge para o seu centro e as formas e figuras que irradiam e/ou convergem de seu centro são regulares e espelhadas e geralmente se apresentam divididas e subdivididas em quatro partes ou múltiplos de quatro.

A mandala em algumas tradições religiosas é tida como a “imagem do mundo” ou como a manifestação do Divino no espaço.

A mandala também é compreendida simbolicamente como círculo mágico e na psicologia de Jung é uma representação da totalidade psíquica e do arquétipo self.

O centro da mandala na psicologia junguiana no movimento em que tudo dele irradia pode ser vista como a expressão da totalidade da psique, por sua vez, o movimento para o centro em que tudo converge pode ser vista como a expressão da individuação que é a busca de si mesmo.

A figura da mandala pode ser utilizada para harmonização psíquica e para auxiliar a meditação profunda.

O que é mandala

Espiritualmente, a mandala é a expressão da interiorização e da ascensão espiritual.

Ainda no sentido espiritual, a mandala pode ser vista como a própria representação do movimento de criação da Divindade em que ele como Uno fez tudo emergir Dele e também o propósito espiritual de retorno à Divindade no movimento de convergência ao centro da mandala.

Na irradiação o movimento de criação e na convergência o movimento de retorno ao Criador. Também uma representação do movimento de respiração da Divindade.

A mandala também pode ser uma representação do próprio universo e em seu interior estão abrigadas todas as forças da natureza e a própria criação.

O centro da mandala é um ponto de poder e tudo que o circunda é um campo de desenvolvimento.

O espaço interior da mandala pode ser compreendido como o espaço sagrado e o exterior como o espaço profano. A linha que circunda uma mandala é a linha que separa o divino do mundano, o espírito da matéria.

Outra ideia é a de que no interior da mandala está a ordem e no exterior o caos.

Psicologicamente, podemos ver na mandala a expressão da psique no sentido de que o que está “dentro” é o inconsciente e o que está “fora” é o consciente.

O centro de uma mandala representa a essência, o Eu Superior e a fonte de toda a criação.


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