O período pré-natal


Pensamos sobre o começo da vida da criança, como sendo o momento em que ela nasce.

Mas o período pré-natal, os meses que antecedem o nascimento são vitalmente importantes para o desenvolvimento da criança.

O período pré-natal

O desenvolvimento durante o período anterior ao nascimento, o período pré-natal, é a base de tudo o que se seguirá.


Gravidez: o início da vida

Início da gravidez: pode-se considerar a gravidez no momento da concepção, entretanto, o organismo se tornará um embrião aproximadamente 2 semanas após e neste período a gravidez não pode ser confirmada por exames de sangue e de urina.

A data prevista pelo médico para o nascimento da criança é apenas uma data aproximada e em apenas 5% dos casos é exata e qualquer data entre 3 semanas antes e 2 semanas após é considerada “a termo”.

Os bebês que nascem antes desta faixa de datas são chamados de prematuros e os que nascem após de pós-termo.

Há entre a mãe e o bebê uma relação não apenas fisiológica, mas, também, intelectual e emocional.

Com aproximadamente 9 semanas o feto se movimenta em resposta ao movimento do corpo da mãe.


As primeiras relações do bebê

O feto não é um passageiro passivo do útero, nem a mulher grávida está simplesmente “carregando o bebê”. O desenvolvimento é interativo, mesmo antes do nascimento (Kisilevsky & Low, 1998).

Isto significa que não só o feto é afetado por todos os aspectos da maneira de viver da mãe como também a gestante é afetada pelo desenvolvimento do feto.


No período pré-natal, por volta da vigésima semana, as pálpebras se abrem, e o feto percebe o brilho avermelhado do sol ou de outra luz brilhante que se difunde através do ventre materno.


Ao se alisar a barriga da mãe o feto sente e responde a esses estímulos.

Curiosamente, o ritmo diário de uma mulher ocupada em correr, curvar-se e repousar afeta o hábito de movimentação do feto, e crianças que são muito ativas com frequência foram também muito ativas no útero.

No final do desenvolvimento pré-natal, a interação entre o feto e a gestante é visível.

Por exemplo, os fetos engolem líquido adocicado mais rapidamente do que quando o sabor é desagradável e, assim, seus hábitos de nutrição estão estreitamente relacionados com as peculiaridades da dieta de suas mães.


A maioria das gestantes sabe perfeitamente que seus fetos podem ouvir, sentindo que seus filhos permanecem quietos quando elas cantam alguma coisa ou dão um chute quando uma porta bate com força.

Os bebês geralmente param de chorar quando são colocados com um ouvido próximo ao coração da mãe, confortados pelo ritmo familiar que eles ouviram durante meses.

As mães, na maioria, instintivamente, embalam seus filhos no lado esquerdo.


Em uma série de experimentos, mulheres grávidas leram um livro infantil em voz alta durante o nono mês de gravidez.

Três dias após o nascimento, seus filhos ouviram gravações da mesma história lida por sua mãe e por outras mães e eles davam mais atenção às gravações com a voz de suas mães.

E mais, os recém-nascidos respondiam menos quando suas mães liam uma história desconhecida do que quando liam a história já conhecida.

Em outras palavras, os recém-nascidos recordavam quem havia falado com eles antes do nascimento e o que havia sido dito – ou, para maior exatidão, eles recordavam o padrão de voz de suas próprias mães.

Desenvolvimento humano e o período pré-natal

A expulsão do paraíso

A barriga da mamãe é o paraíso do bebê.

Ali ele não conhece o frio, a fome, a dor, a solidão e todos os conflitos e necessidades que fazem parte da vida do ser humano.

O bebê sente-se o tudo e o todo.

Nascer é ser expulso deste paraíso.

Após nascer, a vida apresenta-se ao ser humano como um livro em branco e cada dia de sua vida será uma página a ser escrita.


Vídeo: As fases do desenvolvimento humano


“Deus não fez os homens iguais.  A cada um deles pede o que cada um pode dar.  O silêncio pode ser o maior dom de um homem a Deus.  Mas, àqueles que têm a qualidade ou hábito de falar e escrever, o que Deus pede não é o silêncio, e sim a palavra.  Como aos homens de ação o que ele pede é a ação.  Aos simples, a simplicidade.  Aos poetas, poesia”. (Tristão de Ataíde).