O Livro Vermelho de Jung 1 – O reencontro da alma


Frases de O Livro Vermelho de Jung, do prólogo e do capítulo: O reencontro da alma. Vislumbres da jornada de Jung ao encontro da própria alma.


Frases de O Livro Vermelho de Jung 1

O reencontro da alma


Eu me recusava a reconhecer que o cotidiano pertencesse à imagem da divindade.


Tu és uma imagem do mundo infinito, todos os últimos mistérios do vir a ser e do cessar de ser moram em ti.


Entender uma coisa é ponte e possibilidade de voltar ao trilho. Mas explicar uma coisa é arbitrariedade e às vezes até assassinato.


Minha alma, onde estás? Tu me escutas? Eu falo e clamo a ti – estás aqui?

Eu voltei, estou novamente aqui – eu sacudi de meus pés o pó de todos os países e vim a ti, estou contigo; após muitos anos de longa peregrinação voltei novamente a ti.

Devo contar-te tudo o que vi, vivenciei, absorvi em mim?

Ou não queres ouvir nada de todo aquele turbilhão da vida e do mundo?

Mas uma coisa precisa saber: uma coisa eu aprendi: que a gente deve viver esta vida.


Esta vida é o caminho, o caminho de há muito procurado para o inconcebível, que chamamos divino.

Não existe outro caminho, todos os outros caminhos são trilhas enganosas.


Minha alma, contigo deve continuar minha viagem. Contigo quero caminhar e subir para minha solidão.


Se não encontrar a alma, será acometido pelo horror do vazio, e o medo vai expulsá-lo com um chicote de várias tiras para uma aspiração desesperada e para uma cobiça cega das coisas deste mundo.


É óbvio que sua alma está nas coisas e nas pessoas , mas o cego agarra as coisas e as pessoas, mas não sua alma nas coisas e nas pessoas.


Possuindo a imagem de uma coisa, possuímos a metade da coisa.


A riqueza da alma consiste de imagens.


Meus amigos, é sábio alimentar a alma, senão criareis dragões e demônios em vossos corações.


Vídeo: O Livro Vermelho de Jung

O reencontro da alma