Os mitos apocalípticos

Os mitos apocalípticos falam do fim do mundo e da trajetória humana.

Dilúvios, epidemias, o anticristo são meios para o fim.

Mas eis que o fim é somente recomeço!

Os mitos apocalípticos

Os mitos apocalípticos


Os mitos apocalípticos relatam o fim do universo e a aniquilação do ser humano.

Estes mitos contam a história do fim do mundo, mas, geralmente, tem em seu enredo a sobrevivência de um casal ou de alguns poucos sobreviventes que iniciarão um novo mundo.

Sendo assim, os mitos apocalípticos acabam por ser não uma história literal do fim de tudo, e sim a história de um recomeço.

As histórias de dilúvios são constantemente utilizadas e são universalmente conhecidas.

Muitas destas histórias proclamam o fim do mundo através do fogo, da água, de epidemias ou do surgimento de um poder ou de um poderoso ente destruidor.

Os mitos apocalípticos

Algumas vezes o fim de tudo acontece pela ira do deus criador ocorrida por sua insatisfação com a raça humana.

O fato é que estes mitos abrem caminho para a renovação dos mitos cosmogônicos e é a passagem necessária para a recriação do mundo e a regeneração da humanidade.

Acabam por ser não o fim de tudo, mas o fim de um ciclo.

Os mitos apocalípticos estabelecem uma ponte entre um passado que não serve mais para um futuro promissor.

Os mitos do fim do mundo são presentes em diversas culturas e épocas e aparecem também de forma recorrente nas religiões e ressaltando que o que hoje é tido como mitológico no ontem era religioso.

São exemplos:

  • O fim do mundo para os vedas é pralaya
  • Na mitologia germânica é ragnarok
  • Para os cristãos é o apocalipse

Um enredo bastante utilizado é o de um fim catastrófico seguido de uma recriação gloriosa do mundo.

Por vezes há a ira do Criador diante da raça humana e há também a chegada de anti-herói ou poder destruidor, como o anticristo, por exemplo, que reina por um período apocalíptico e ao ser vencido é restaurada a beatitude da criação original.

Os mitos apocalípticos

Paulo Rogério da Motta