Mitologia e sonho

Mitologia e sonho são inevitáveis para a psique humana.

O ser humano mitologiza e sonha!

Mitos e sonhos fazem parte da natureza humana.

Mitologia e sonho

Mitologia e sonho


A mitologia é uma rica ferramenta para todo aquele que pretende estudar a psique humana e mesmo os que não veem sentido no estudo da mitologia continuarão a produzir temas mitológicos todas as noites ao dormir e sonhar.

Acreditem ou não!

Queiram ou não!

Mitologizar é uma expressão utilizada por Jung.

E sonhar é mitologizar, portanto, mitos e sonhos fazem parte da natureza humana.

Mitologia e sonho são caminhos da psique do ser humano.

As sagas oníricas fantásticas que enredam os sonhos de cada um são os mitos pessoais.

As sagas mitológicas fantásticas que enredam a trajetória da humanidade são os mitos coletivos.

Mitos são sonhos que a humanidade sonha acordada.

Crer na mensagem simbólica do mito pode ser rica ferramenta de estudo da natureza humana e os mitos continuarão a existir dentro de cada um, creia-se ou não neles.

Os mitos não dependem da crença para existirem, existem por si e alimentam a psique humana.

Mesmo que um ser humano não goste do ar, ele, ainda assim, respirará para viver.

Os mitos são a possibilidade de sonhar com os olhos abertos.

Joseph Campbell: Os mitos são sonhos públicos; os sonhos são mitos privados.

Mitologia e sonho

Mitologizar e sonhar


Quer escutemos, com desinteressado deleite, a arenga (semelhante a um sonho) de algum feiticeiro de olhos avermelhados do Congo, ou leiamos, com enlevo cultivado, sutis traduções dos sonetos do místico Lao-Tsé; quer decifremos o difícil sentido de um argumento de Santo Tomás de Aquino, quer ainda percebamos, num relance, o brilhante sentido de um bizarro conto de fadas esquimó, é sempre com a mesma história – que muda de forma e não obstante é prodigiosamente constante – que nos deparamos, aliada a uma desafiadora e persistente sugestão de que resta muito mais por ser experimentado do que será possível saber ou contar.

Esta é a abertura do capítulo “Mito e sonhos” do livro: “O herói de mil faces”, de Joseph Campbell.

Incrível como nas mais variadas culturas alguns enredos parecem se repetir e em cada um desses enredos a história carrega uma alma que acaba por afetar a nossa alma também.

São enredos que transpõem épocas, geografia, culturas e religiões.

Como se houvesse uma raiz única sendo a alma da história, onde o tronco desta árvore fosse o enredo e que este se ramificasse em vários galhos, sendo cada galho a história adotada por determinada cultura.

Cada galho com suas peculiaridades, com mais ou menos folhas e algumas mais secas e outras mais verdes, com flores ou até frutos, mas…

Tudo na mesma árvore! Tudo da mesma raiz!

Campbell diz que:

[…] as religiões, filosofias, artes, formas sociais do homem primitivo e histórico, descobertas fundamentais da ciência e da tecnologia e os próprios sonhos que nos povoam o sono surgem do círculo básico e mágico do mito.

Nas religiões e antigas civilizações, os sonhos eram tidos como uma ligação com o outro mundo, com o espiritual e com os deuses.

Hoje os sonhos são vistos como a expressão do inconsciente.

O mito exerce este mesmo papel.

Mitologia e sonho são expressões do inconsciente.

O mito ativa a força existente no psiquismo quando se expressa na cultura e também nas religiões através de histórias de ligações com o espiritual, com o mágico.

A ativação dessas forças arquetípicas e míticas também acontece quando o ser humano sonha, desta forma, os sonhos funcionam como válvula de escape destas forças que fazem parte da natureza humana.

Assim como o corpo precisa de certos elementos para funcionar e estar em equilíbrio, a alma humana também precisa que essa força latente seja ativada para seu funcionamento e equilíbrio.

Romances amorosos, conquistas de vida e feitos heroicos são vividos e motivados por essas forças.

E assim caminha a humanidade!

Mitologia e sonho

Paulo Rogério da Motta