Grupos operativos de Pichon


Os grupos operativos de Pichon trazem a ideia de que a quebra de papeis estereotipados é benéfica para a atuação em grupo.

Grupos operativos de Pichon


Grupos Operativos de Pichon

Pichon, médico psiquiatra e psicanalista, adquiriu sua experiência em grupos ao desempenhar suas atividades clínicas junto aos seus pacientes psiquiátricos.

 As pesquisas de Pichon concernentes aos Grupos Operativos aconteceram devido a um incidente vivido no Hospital de Las Mercês, em Rosário, Argentina.

O incidente se deu quando, devido a greve do pessoal da enfermagem, Pichon colocou os pacientes menos comprometidos para assistirem os mais comprometidos e ele então notou a melhora nestes pacientes.

Pichon descobriu que a interação entre os componentes de um grupo era mais benéfica quando havia a quebra dos papéis estereotipados.

Nesta nova situação Pichon percebeu que passou a haver uma nova comunicação entre os integrantes do grupo e que ao aprender e atuar em grupos estas pessoas passaram a ter uma apropriação mais ativa e uma leitura mais crítica da sua realidade.

O resultado foi o de que os sujeitos passaram a atuar como protagonistas ao invés de espectadores.

Pichon concebeu que na verticalidade cada integrante do grupo comparece com sua história pessoal (consciente e inconsciente), e na medida em que se constitui no grupo passa a compartilhar necessidades em funções de objetivos comuns e cria uma nova história.

A nova história acontece na horizontalidade do grupo.

Mas vale ressaltar que a horizontalidade não é simplesmente a somatória das verticalidades, mas sim uma construção coletiva resultante da interação das verticalidades e que culmina por gerar uma história própria e inovadora, dando ao grupo uma especificidade e identidade grupal.

Porém o inovador assusta! A novidade causa medo!

Segundo Pichon, os medos básicos diante das mudanças são:

  • O “medo à perda” que se refere às estruturas existentes
  • O “medo do ataque”, quando frente à novas situações a pessoa se sente insegura por falta de instrumentação.

O medo da perda e o medo do ataque correspondem à aparição do sintoma da ansiedade como fruto do medo da perda da individualidade, da transformação e do que é novo.

Paulo Rogério da Motta