Grupos na psicologia


A importância do estudo dos grupos na Psicologia se dá pelo fato dos grupos serem o fundamento da Psicologia Social que estuda o comportamento coletivo.

Surgiu no final do século XIX e era denominada de Psicologia das Massas ou Psicologia das Multidões, sendo Gustav Le Bom um dos primeiros pesquisadores (autor do tratado “Psicologia das Massas).

O estudo dos grupos teve grande influência da Revolução Francesa e o fato que originou sua existência era a busca por parte dos seus pesquisadores que queriam compreender como a Revolução Francesa foi capaz de mobilizar tamanho contingente de pessoas.

Grupos na psicologia

O objeto de estudo era entender qual o fenômeno psicológico que leva à coesão das massas fazendo até com que o indivíduo corra riscos ao seguir líderes.

O estudo das massas e o comportamento decorrente desse viver coletivo é a tônica da Psicologia Social.

Kurt Lewin, professor alemão refugiado do nazismo, a partir de 1930 desenvolveu a primeira teoria consistente denominada Cognitivismo e sua teoria teve forte influência na Psicologia Social e na Organizacional.

Mayo e seus colaboradores depararam-se com o fenômeno das relações interpessoais (entre os próprios operários e destes com a administração) e que deu novo rumo à pesquisa, passando esta a priorizar o estudo das relações sociais entre supervisores e subordinados, a informalidade do comportamento, motivações e atitudes dos operários no seu grupo de trabalho.

Os primeiros grupos estudados pela Psicologia eram chamados de massas, porém a Psicologia Social teve como base esse estudo das massas, porém somente quando o estudo foi direcionado a grupos menores é que seus objetivos ficaram claramente definidos.

Um dos primeiros pesquisadores foi Gustav Le Bom, autor do tratado “Psicologia das Massas”.

Vejo no estudo dos grupos a possibilidade do entendimento da influência do grupo sobre o indivíduo e da cultura sobre o sujeito.

Impossível entender o indivíduo se não tivermos conhecimento do meio em que ele vive, das influências que sofre deste meio e até dos conflitos oriundos desta convivência do Indivíduo com o seu grupo, acrescentando ainda como ponto de grande importância o fato de que a individualidade só se manifesta e tem razão de ser através da relação do indivíduo com os grupos que o cercam.

Ou seja, a individualidade e a individuação de alguém só acontece diante da expressão deste com os grupos com o qual convive.

Paulo Rogério da Motta