A evolução da consciência no Espiritismo


A evolução da consciência no Espiritismo aborda as ideias do investigador Paul MacLean sobre a constituição mais primária do cérebro humano.

Inicialmente excertos da obra: Triunfo pessoal e a seguir o vídeo da Série Psicológica de Joanna de Ângelis.

A evolução da consciência no Espiritismo

A evolução da consciência no Espiritismo


Aula Anterior:

O desenvolvimento da personalidade no Espiritismo


Excertos do capítulo: O cérebro e o espírito, do livro: Triunfo pessoal, de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Franco.

Numa análise perfunctória sobre o cérebro humano atual, descobre-se a grandeza da fatalidade biológica no desenvolvimento das formas constitutivas do corpo e das suas funções, organizando os equipamentos hábeis para facultar a angelitude que está destinada ao ser.

Na intimidade dos oceanos, há mais de meio bilhão de anos, poderíamos encontrar seres de forma tubular, que se alimentavam de nutrientes que os atravessavam e eram assimilados como mantenedores da vida.

Dessa estrutura simples, em nosso aparelho digestivo encontramos um símile representativo da nossa história passada, de quando aquela expressão de vida esteve em desenvolvimento na intimidade das águas abissais.

O nobre investigador Paul MacLean observou, por exemplo, que a constituição mais primária do cérebro humano, que é formada pela sua parte posterior, pela medula espinhal e pelo mesencéfalo, poderia ser aceita como a sua base ou o seu chassi neurológico, conforme assim o denominou que serviria de sustentação aos elementos que se aglutinaram sobre esse conjunto primário para formar o encéfalo contemporâneo.

Assim sendo, o cérebro seria triúno, e na sua tríplice constituição cada uma se equilibraria sobre a outra definindo-se na sua morfologia contemporânea.

O primeiro seria o denominado complexo R, também conhecido como o cérebro réptil, responsável pelo comportamento agressivo – herança do primarismo animal -, os rituais existenciais, a noção de espaço territorial, a formação do grupo social e sua hierarquia, estando presente nos primeiros répteis.

Logo depois, viria o cérebro mamífero, expresso pelo sistema límbico, com a inclusão da glândula pituitária responsável por grande parte das emoções humanas, quais a área da afetividade, dos relacionamentos, do sentimento de compaixão e de piedade, da manutenção do grupo social e da organização gregária.

Por fim, o neocórtex, encarregado das funções nobres do ser, como a inteligência, o raciocínio, o discernimento, a linguagem, a percepção de tudo quanto ocorre à volta, da administração da visão.

Esse último, que seria o mais recente, resulta da conquista da evolução há apenas algumas dezenas de milhões de anos, tendo havido um desenvolvimento mais rápido do que o dos outros, que oscilaram entre duzentos e cinquenta milhões a cento e cinquenta milhões de anos.

Foi nesse período que se separou discretamente uma organização cerebral da outra, dando surgimento aos seus pródromos e se instalando a consciência.

Essa inquestionável conquista da vida não cessou ainda, porquanto ao homem primitivo sucedeu o sapiens, a este sobrepõe-se o tecnológicus, que irá ensejar o campo para a saga do noeticus, que penetrará com mais facilidade os arcanos do Universo para o ser humano compreender o papel de relevo que lhe está destinado no concerto da evolução.


Vídeo: Evolução da Consciência