A estrutura dos sonhos

A estrutura dos sonhos apresenta a clássica estrutura dramática.

Jung via os sonhos como dramas interiores

E existem diferentes tipos de sonhos…

A estrutura dos sonhos

A natureza dos sonhos


Os sonhos eram encarados de forma diferente por Jung e Freud.

Um ponto em comum entre os dois era o de que os sonhos eram caminho para o inconsciente.

Mas o propósito dos sonhos era algo em que diferiam.

Para Freud os sonhos revelam os desejos inconscientes e seus símbolos podem ser explicados pela descoberta das censuras psíquicas envolvidas que impedem a sua realização.

Para Jung os sonhos nada escondem nem enganam. Expressam diretamente o seu sentido e significado e somente não são compreendidos facilmente porque se comunicam através de uma linguagem difícil para a razão: os símbolos.

Ao se aprender a linguagem dos sonhos eles são compreendidos.

A estrutura dos sonhos

Tipos de sonhos


Existem diferentes tipos de sonhos que são classificados por sua profundidade ou superficialidade.

Assim, existem três tipos de sonhos:

  • Sonhos Pequenos
  • Sonhos Médios
  • Sonhos Grandes

Sonhos Pequenos

Associados mais ao Inconsciente Pessoal e aos fatos corriqueiros do cotidiano.


Sonhos Médios

São os mais frequentes e apresentam em sua estrutura de drama a situação atual da psique.


Grandes Sonhos

São elaborados com imagens arquetípicas e ocorrem em momentos importantes da vida.


A estrutura dos sonhos

Estrutura dos Sonhos


Apresentam a clássica estrutura dramática utilizada pelos escritores e roteiristas.

Para Jung, o sonho é a expressão de um drama interior:

Toda a elaboração onírica é essencialmente subjetiva e o sonhador funciona, ao mesmo tempo, como cena, ator, ponto, contrarregra, autor, público e crítico. Esta verdade tão singela forma a base dessa concepção do sentido onírico que designei pelo título de interpretação ao nível do sujeito. Esta interpretação, como diz o próprio termo, concebe todas as figuras do sonho como traços personificados da personalidade do sonhador. (Carl Gustav Jung; A natureza da psique – § 509).

A estrutura dos sonhos, os dramas psíquicos, é a seguinte:

  • Exposição
  • Desenvolvimento
  • Clímax
  • Lysis

Exposição

A primeira fase do sonho.

Situação inicial do sonho em que são apresentados os locais e personagens.

O sonho se passa no tempo presente, mas pode também ser vivido dentro de um contexto histórico do passado ou idealizado num futuro.

Na exposição é que se apresenta o tempo em que se passa o sonho.


Desenvolvimento

A segunda fase do sonho.

Aqui se apresenta o enredo e é aonde ocorrem as ações do sonho.


Clímax

A terceira fase do sonho.

Aqui ocorre o evento decisivo do drama onírico.

A culminação do enredo do sonho.


Lysis

A quarta fase do sonho.

Esta fase nem sempre é presente, pois é aqui que se apresenta a solução ou resultado do drama psíquico.

Trata-se, portanto, de um desfecho.

Porém, quando o inconsciente ainda não consegue antever uma solução ou resultado ele não consegue oferecer uma direção para que o sonhador conduza o processo.

Sendo assim, o drama existe, mas a psique ainda não vislumbra um desfecho.


Enfim, os sonhos ser apresentam como dramas interiores e,  assim como a vida, mostram que a psique imita a arte.

Paulo Rogério da Motta