Espiritual, religioso e psicológico

O espiritual e o religioso fazem parte da vida humana e toda vivência humana é também uma vivência psíquica.

Quando se fala da totalidade humana nada se exclui.

Espiritual, religioso e psicológico

O ser social, psíquico e espiritual


Existem inúmeros motivos para o ser humano se relacionar.

Alguns se relacionam por afinidade, outros por situações circunstanciais, mas, o principal motivo do ser humano se relacionar é que ele é um ser social e “precisa” relacionar-se.

Relacionar-se socialmente é uma necessidade humana.

Somos sensíveis aos estados de ânimo, humores, emoções e sons das pessoas ao nosso redor.

Assim, influenciamos e somos influenciados em nossas relações sociais.

Quando analisamos campos humanos como a psicologia, a religião e a espiritualidade essa capacidade de influenciar é então extremamente potencializada.

Espiritual, religioso e psicológico

Psicológico, religioso e espiritual


Quem procura um psicólogo ou um sacerdote é o ser humano e não o seu complexo, neurose ou patologia.

Portanto, a relação psicoterapêutica ou religiosa se baseia na busca de um ser humano que quer ser ajudado por outro ser humano que ele acredita poder lhe ajudar.

Os encontros humanos que acontecem no campo da psicologia e da religião tendem a ser transformadores.

E todo encontro humano depende de uma conexão interior.

A conexão interior indica a ideia de que para estar em contato com o outro preciso antes estar em contato comigo, pois o encontro humano se baseia no contato dos mundos internos dos seres humanos envolvidos no encontro.

Para se conectar com o outro é necessária a extroversão e para conectar-se consigo a introversão.

Jung declarou que o homem não nasce como uma tábula rasa, mas, ao mesmo tempo, declarou que o ser humano sofre profunda influência das suas experiências interpessoais.

O mundo interno que foi mencionado anteriormente é a psique humana, desta forma, a psique é constituída de relações pessoais e arquetípicas.

Desta forma, também a psicologia, a espiritualidade e a religião são campos repletos de arquétipos, pois são também campos de atuação e, consequentemente, de vivências humanas.

Até aqui vimos que o ser humano que se encontra com outro é social pela sua necessidade de se relacionar e é psíquico pelo fato de que qualquer relação humana se baseia na interação entre as psiques das pessoas envolvidas.

Mas há um outro fator que faz parte da natureza humana e que, consequentemente, faz parte das relações humanas: a espiritualidade.

A espiritualidade influencia a percepção e a significação do que é apreendido pelo ser humano, bem como suas motivações, pensamentos e emoções.

A espiritualidade sendo um importante fator de configuração da personalidade é um aspecto da natureza humana assim como são os aspectos biológicos, psíquicos e sociais.

A religiosidade, por sua vez, é manifestação da espiritualidade.

A visão desta totalidade envolvida no ser humano como um ser humano, social, psíquico, religioso e espiritual é importante para que nada se exclua da sua natureza.

Paulo Rogério da Motta