Escolhas e atitudes


Escolhas e atitudes são ingredientes da liberdade e o uso da liberdade é o que determina o caráter de uma pessoa.

A liberdade de escolher configura nosso modo de ser e de viver e constituem o que chamamos de “atitude”.

“Quem viveu em campos de concentração lembra-se de homens que caminhavam pelos alojamentos confortando os outros, oferecendo seu último pedaço de pão. Devem ter sido poucos, mas deram provas suficientes de que tudo pode ser tirado de um homem, menos uma coisa: a última das liberdades humanas – a de escolher uma atitude em qualquer circunstância, a de escolher o próprio modo de ser”. (Viktor Frankl).


Escolhas…

Escolhas e atitudesHá coisas boas e más. Viver não é tão fácil, pois é preciso lidar com os opostos.

Mas, é justamente esta dificuldade que dá a oportunidade para se ser livre.

O exercício da liberdade resulta da possibilidade de se fazer escolhas e para que as escolhas sejam possíveis é preciso que existam alternativas.

A “atitude” vem a ser, então, o modo como nos colocamos diante das escolhas.

Podemos também conceber que as atitudes são frutos da liberdade. Há que se considerar que liberdade não é sinônimo de onipotência, pois não podemos escolher tudo o tempo todo, como, por exemplo, querer viver numa casa de campo no sol ou parar uma chuva porque esquecemos o guarda-chuva.

Mas é certo que fazemos escolhas o tempo todo: ao acordarmos escolhemos as roupas que vestiremos, decidimos se tomamos um café ou não, optamos por dizer ou não um bom dia e assim vamos fazendo escolhas durante todo o dia.

Viver é um exercício constante de se fazer escolhas. Assim, suas escolhas escrevem sua vida!

Suas escolhas determinam suas atitudes diante da vida!

Não há um único ser que não tenha problemas.

Um vegetal pode ter que enfrentar o sol escaldante, a ausência ou excesso de chuva, o vento forte.

Um animal pode ter que se ocupar com a fuga de um predador, com o modo como resolverá o problema de sua fome e sede, com o proteger-se contra as intempéries do tempo.

Desta forma, conclui-se que os problemas são ingredientes obrigatórios na vida de qualquer ser.

Mas o que dizer do ser humano que, além dos problemas relacionados à sobrevivência, ainda carrega dentro de si a necessidade de encontrar sentido para “viver”?

Este questionamento faz do ser humano um ser que encontrará a necessidade de construir “atitudes” diante da vida para que esta não careça de sentido.

Caminhando entre opostos ele escolhe a atitude de obedecer ou se rebelar, de perdoar ou carregar a mágoa, de buscar o que almeja ou apostar na sorte, de atuar ou ser omisso, de agregar ou desunir, de falar ou calar…

Por fim, a liberdade é uma força e as atitudes o modo como esta força é utilizada.

A liberdade é possibilidade e as atitudes são expressões do caráter de quem tem escolhas diante de si.

São as atitudes que determinam se a liberdade é dádiva ou desgraça.

Sendo assim, o sentido da vida não está na vida em si, mas sim em nossas atitudes diante da vida.

“Você é aquilo que você faz continuamente. Excelência não é uma eventualidade. É um hábito.” (Aristóteles).

Paulo Rogério da Motta


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