A criança hospitalizada


A criança hospitalizada está afastada de todas as suas referências e relações e apesar da situação a criança não deixa de ser criança.

É preciso um olhar especial para esta situação!

A criança hospitalizada


Um olhar para a criança hospitalizada

A criança hospitalizada está afastada do seu ambiente familiar, dos seus amigos, da escola, dos seus objetos pessoais, enfim, a criança está afastada de todas as suas referências.

O ambiente hospitalar, por mais estruturado que seja, causa impacto sobre o estado psicológico da criança, além de fazer com que a criança passe por situações que a desagradam ou a assustam. 

A internação hospitalar é uma ruptura na história da criança e um afastamento do mundo em que vive.

A criança ao estar doente não enfrenta apenas as dificuldades originadas pela doença, mas sofre também com a ansiedade e o medo decorrentes da situação que vive ao estar internada.

Um olhar para a criança hospitalizada

Por que ter um espaço para a criança brincar em um hospital?

Porque a criança hospitalizada passa por situações reais e imaginárias, pois sua forma de pensar, ver e avaliar as situações se dá no campo da imaginação, da fantasia. 

Oferecer um espaço onde a criança possa expressar sua maneira de ser fará do hospital um ambiente menos opressor à sua natureza.

Um olhar para a criança hospitalizada

Em que um espaço para a criança brincar pode ser benéfico para sua recuperação?

Hoje, é de conhecimento geral que as emoções se expressam através do corpo e dos sintomas e que o adoecer está intimamente associado com a capacidade que a pessoa tem de lidar com suas emoções e sentimentos, e que a forma como a pessoa lida com tudo isso tem estreita relação com o funcionamento de seu sistema imunológico.

A criança, um ser em formação, ainda não tem recursos interiores para lidar com seus sentimentos inquietantes e precisa da empatia de pessoas que a ajudem e que falem a mesma língua que ela e a linguagem natural do sentimento da criança é a da imagem, da fantasia, da metáfora.

A criança em sua forma de ser não conseguirá se expressar na linguagem do cotidiano que é a linguagem do pensamento.

A criança se expressa na linguagem da imaginação e ao ter um espaço onde possa se expressar acabará por lidar da sua forma com a situação que vive, possibilitando que toda energia emocional represada e que culmina em sintomas neuróticos, físicos ou destrutivos sejam externalizados em suas brincadeiras e linguagem própria.

O espaço em que a criança “brinca” dentro de um hospital, além de ser um espaço que serve para recreação, é também e principalmente um processo terapêutico para sua recuperação.

Um olhar para a criança hospitalizada

Como seria este espaço para a criança brincar no hospital?

Seria um espaço que teria como premissa a linguagem da criança e a finalidade seria a de associar recreação e terapia.

A linguagem da criança estaria presente a partir do próprio espaço físico que seria elaborado de forma a estimular a sua imaginação e de ser um espaço que enseje afinidade com seu mundo interior.

Sugere-se que este espaço esteja repleto de cores, de possibilidades de espontaneidade e de criatividade, para que dentro desse contexto a criança sinta a liberdade e a vontade de se expressar.

A associação de recreação e terapia aconteceria nas atividades implantadas neste espaço, sendo cada atividade previamente elaborada para que seja uma atividade que permita a espontaneidade, criatividade e expressão da criança.

Marcela Sacomam Barbosa

Paulo Rogério da Motta


Vídeo: Projeto Mundo da Criança