Contratransferência


O que significa Contratransferência?

Dicionário Junguiano: Situação em que o psicoterapeuta deposita suas projeções psicológicas em seu cliente…

Contratransferência – Dicionário Junguiano

Dicionário Junguiano

Contratransferência


A contratransferência pode ser entendida da mesma forma que a transferência em seu sentido restrito, porém, em sentido inverso, ou seja, o sujeito passa a ser o psicoterapeuta que deposita suas projeções psicológicas em seu cliente.

Com efeito, qualquer projeção provoca uma contra-projeção todas as vezes que o objeto não está consciente da qualidade projetada sobre ele pelo sujeito. Assim, um analista reage a uma “transferência” com uma “contratransferência”, quando a transferência projeta um conteúdo de que o próprio médico não tem consciência, embora exista realmente dentro dele. (Carl Gustav Jung; A natureza da psique – § 519).

Desta forma, caracteriza-se pela resposta inconsciente e emocional por parte do psicoterapeuta ao seu cliente, resposta esta baseada em projeções do terapeuta.

Contratransferência – Dicionário Junguiano

A contratransferência, assim como a transferência, pode ser algo que contribua com o processo psicoterapêutico como também pode ser algo prejudicial.

A contratransferência é adequada e plena de sentido ou inibidora como a transferência do paciente, na medida em que tende a estabelecer relações mais favoráveis que são indispensáveis para a percepção da realidade de certos conteúdos inconscientes. Mas justamente como a transferência, também a contratransferência possui qualquer coisa de compulsivo, de mecânico, porque implica uma identificação “mística”, isto é, inconsciente, com o sujeito. (Carl Gustav Jung; A natureza da psique – § 519).

A contratransferência para ser benéfica ou prejudicial depende do equilíbrio e desenvolvimento da psique do psicoterapeuta.

Aqui se acentua a necessidade de que o psicoterapeuta também cuide de sua psique, que busque autoconhecimento e que, a exemplo de seu cliente, passe por processo psicoterapêutico quando necessário.

Mesmo profissionais experientes e com equilíbrio psíquico precisam, por vezes, passar por processo psicoterapêutico porque o seu ofício se baseia na conjunção de seu inconsciente com o de seu cliente.

Isto pode “contaminar” o seu inconsciente e tal situação é ruim tanto para o psicoterapeuta quanto para o seu cliente, pois ocasionará uma interrupção na fluidez do processo terapêutico.

Paulo Rogério da Motta


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