A consciência única e Deus

A consciência única enseja a ideia de que a consciência surgiu a partir de uma fonte original e está fonte é Deus.

A associação de consciência e divindade nos leva à psicoespiritualidade.

A Consciência Única e Deus

A consciência única e Deus


Para se falar de evolução espiritual humana há que se destacar a consciência e Alice Bailey, em sua obra: Tratado sobre os sete raios, diz que:

A Consciência Única e Deus

[…] toda a história da evolução, é a história da consciência e da crescente expansão do princípio de chegar ao despertar […].

Isto indica que o processo de conscientização é ingrediente essencial para a promoção da evolução espiritual.

Irving Cooper, na obra: Teosofia simplificada, por sua vez, diz que:

[…] parece não haver limites para o poder que podemos desenvolver quando nos esforçamos, pois nossa consciência é um raio de Luz Divina […].

O autor complementa comentando que cada ser humano é um ser individual e espiritual que reflete a grande Consciência única.

Tais conceitos colocam o homem como um ser individual com potencialidade imensurável para expansão de sua consciência e ligado a uma consciência única que transcende sua individualidade, pois ela é comum a todos.

O processo de evolução espiritual, desta forma, indica a orientação da consciência para esta consciência única ou Divindade, conforme cita Alice Bailey na mesma obra:

Somos vidas que constroem uma aparência, exprimem a qualidade e tornam-se lentamente mais cientes do processo e do objetivo à medida que a nossa consciência se torna cada vez mais sensível à da própria Divindade.

A consciência é um processo psíquico e ao se dizer que este processo psíquico tem como fonte uma divindade estamos enveredando pelo terreno da psicoespiritualidade.

Carl Gustav Jung, na obra: Os arquétipos e o Inconsciente Coletivo, faz uma associação da consciência ao espírito que corrobora com a ideia espiritualista ao dizer que:

As religiões devem pois lembrar-se constantemente da origem e do caráter originário do espírito, a fim de que o homem jamais se esqueça do que ele atrai para dentro de sua esfera, tudo aquilo que preenche seu campo de consciência (2003, § 393).

Ainda sobre os temas do espírito como origem e destino final, Charles W. Leadbeater, na sua obra: A vida interna, configura a jornada evolutiva com dois movimentos em relação à emanação do Divino:

  • O primeiro é de descida à matéria que alcança seu ponto mais inferior no reino material
  • E o segundo movimento é ascendente num retorno ao plano divino em que foi originado

O autor teosófico ressalta que a consciência só passa a ser desenvolvida a partir do segundo movimento da emanação e diz também que essa foi a estratégia de Deus para que através de sua própria substância existissem:

[…] outros que fossem iguais a Ele em poder e glória, absolutamente livres para escolher, mas também absolutamente seguros de escolher o certo e não o errado […].

O autor explica que os erros que o homem comete são consequência da liberdade que tem diante de suas experiências e que os erros cometidos são possibilidades de aprendizado e experiência para, assim, adquirir o poder, o conhecimento e o amor perfeitos.

A consciência é então a ferramenta na longa jornada de retorno a Deus e esta é conquistada através das experiências na vida e que, apesar do homem ter a liberdade de cometer erros, o propósito da existência é a perfeição.

O caminho para a perfeição é a evolução.

Alice Bailey, na obra já citada, também fala do homem como um ser que expressa e registra qualidade na consciência e que o registro da qualidade na consciência é:

[…] como resposta sensível à interação que se produz durante o processo evolutivo entre o espírito e a matéria.

Desta forma, caracteriza-se que a interação do subjetivo com o objetivo promove o desenvolvimento da consciência.

O desenvolvimento da consciência é um processo psíquico e, ao mesmo tempo, é o caminho para a evolução espiritual.

Isto indica que a evolução espiritual é, em essência, uma senda psicoespiritual.

Paulo Rogério da Motta