A conquista da consciência no Espiritismo


A conquista da consciência no Espiritismo traz a visão do ser humano como um ser que evoluiu biológica e psiquicamente, mas que é, antes de tudo, espírito.

A conquista da consciência no Espiritismo


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A evolução da consciência no Espiritismo


Carl Gustav Jung dizia que, além de uma herança biológica, o ser humano também herda uma herança psíquica.

Assim como o organismo humano é fruto da evolução de gerações e gerações e cada ser humano ao nascer herda esta herança biológica, a mesma ideia serve para a psique humana.

Esta herança psíquica é o Inconsciente Coletivo, a morada dos arquétipos.

O Inconsciente Coletivo é a herança psíquica comum a todos os seres humanos e este substrato comum da psique transcende a cultura e a época do indivíduo.

Os arquétipos foram originados através das impressões recorrentes de vivências da raça humana em incontáveis vezes no transcorrer da sua evolução e história.

São vivências, por exemplo, como o contato com os fenômenos naturais, o surgimento do sol, o escuro da noite, experiências com a mãe, contato com a morte, encontros do homem com a mulher, travessia de rios e mares, os perigos da sobrevivência, etc..

As condições psicológicas do meio ambiente naturalmente deixam traços míticos semelhantes atrás de si. Situações perigosas, sejam elas perigos para o corpo ou ameaças para a alma, provocam fantasias carregadas de afeto, e na medida em que tais situações se repetem de forma típica, dão origem a arquétipos, nome que eu dei aos temas míticos similares em geral. (Carl Gustav Jung; A natureza da psique – § 334).

Jung também dizia que qualquer experiência humana é vivenciada de forma psíquica, seja de que natureza for e independente de ser uma experiência no mundo que está à sua volta (mundo externo) ou no mundo que há dentro de si (mundo interno).

Complementa o psicólogo suíço dizendo que todo conteúdo psíquico para se tornar consciente tem que, obrigatoriamente, relacionar-se com o ego.

E o ego é o sujeito da consciência.

Desta forma, a consciência permite ao ser humano ter a ciência do que está à sua volta e também ter a ciência de si mesmo.

A consciência é que permite ao ser humano orientar-se na vida e se adaptar às situações de vida.

A formação dos arquétipos aconteceu na medida em que o ser humano tomava “consciência” do que estava à sua volta e de si mesmo.

Sendo assim, o ser humano que existe hoje tem sua história contada como sendo a história da conquista da sua consciência.

Desde o cérebro réptil até o cérebro do ser humano atual encontra-se a história da evolução da consciência.

Mas o ser humano não é somente corpo.

Ele é principal e essencialmente espírito.

Boa aula!

Paulo Rogério da Motta


Vídeo: A conquista da Consciência