Complexo

O que significa Complexo?

Dicionário Junguiano: Conteúdos ou ideias carregados de emoção que interferem na vontade e no desempenho da psique…

Complexo – Dicionário Junguiano

Dicionário Junguiano

Complexo


Quando conteúdos ou ideias carregados de emoção se aglomeram ou agrupam no Inconsciente Pessoal surge o que Jung chamou de complexo.

Para uma melhor assimilação do que são os complexos sugiro a ideia de que são personalidades menores dentro da personalidade total e que por serem dotados de energia emocional possuem força própria e podem interferir ou até controlar pensamentos e comportamentos.

Os complexos são fragmentos psíquicos cuja divisão se deve a influências traumáticas ou a tendências incompatíveis. Como no-lo mostra a experiência das associações, eles interferem na intenção da vontade e perturbam o desempenho da consciência; produzem perturbações na memória e bloqueios no processo das associações; aparecem e desaparecem, de acordo com as próprias leis; obsediam temporariamente a consciência ou influenciam a fala e ação de maneira inconsciente. Em resumo, comportam-se como organismos independentes, fato particularmente manifesto em estados anormais. (Carl Gustav Jung; A natureza da psique – § 253).

Portanto, os complexos são conteúdos psíquicos carregados emocionalmente que passam a atuar na psique como fragmentos a ponto de terem existência autônoma e até de interferirem na vontade e no desempenho da psique.

Complexos são “agrupamentos” de conteúdos psíquicos carregados de afeto, então é importante a explicação de como se dá esse agrupamento.

Os complexos possuem um núcleo arquetípico, ou seja, os complexos são formados em decorrência de experiências que se agregam em torno de um ou mais arquétipos.

Complexo – Dicionário Junguiano

Pode-se trabalhar com a “ideia” de que os arquétipos atraem para seu campo magnético as experiências do indivíduo que se tornaram conteúdos psíquicos e as organizam agrupando-as.

Após a configuração deste núcleo arquetípico estabelecem-se associações de ideias e imagens que se agrupam em torno do arquétipo de acordo com o acento emocional, ou seja, o afeto.

Estes agrupamentos, que são os complexos, mediante novas experiências por parte do indivíduo vão sendo inflados de energia psíquica e tornam-se entidades vivas e autônomas e tornam-se um imã para os fenômenos psíquicos que ocorrem no seu campo de alcance que é um campo de atração e se desenvolvem como “nós de energia psíquica” que se vê impossibilitada de circular pela psique e acumula-se nos complexos.

Mas, os complexos não devem ser entendidos como sinônimos de patologia, pelo contrário, são possibilidades de crescimento e desenvolvimento da psique.

Para comprovar o papel essencial dos complexos ressalto que o ego é um complexo.

Paulo Rogério da Motta