Budismo e Psicologia Analítica


Budismo e Psicologia Analítica se harmonizam em conceitos e propósito.

Os ensinamentos de Sidarta Gautama se afinam com as ideias de Carl Gustav Jung.

Budismo e Psicologia Analítica

Existência Humana


O Budismo é baseado nos ensinamentos de Sidarta Gautama que é chamado de Buda.

Buda, ou seja, “aquele que sabe” e que denota aquele que atingiu a plenitude da condição humana.

O Budismo coloca três características principais da existência humana:

  • A temporalidade
  • O desprendimento
  • A insatisfação

A temporalidade indica que nada é permanente, que tudo está em permanente mudança.


O desprendimento indica que o ser humano é um conjunto de atributos: intelecto, emoções e corpo.

Que todos são temporais, ou seja, o corpo e a personalidade são componentes mortais e em constante mudança.


A insatisfação ou sofrimento indica que o problema básico do ser humano não é externo, mas repousa num self limitado que propicia apenas uma consciência relativa das coisas.

A proposta budista é de auxiliar o indivíduo a mudar e transcender o seu egoísmo e limitação.


Budismo e Psicologia Analítica

Os ensinamentos de Buda


O Budismo diz:

  • Que a fonte de todo sofrimento está dentro do ser humano e que algo pode ser feito.
  • Que o corpo é um veículo para o serviço aos outros e para a busca da verdade.
  • Que todos os indivíduos têm a natureza Buda e devem ser tratados como se cada um fosse o próprio Buda.
  • Que toda atividade cotidiana deve estar harmonizada com ideais e valores.
  • Que a pessoa deve aprender a controlar as suas emoções ao invés de ser controlada por elas.

O Budismo distingue o self menor e o grande self.

O self menor é o ego, ou seja, a consciência que o indivíduo tem de sua mente e de seu corpo.

O self menor promove a separação da pessoa com o resto do mundo por fazer com que este enfoque as suas limitações.

O grande self abrange e é grande como o universo inteiro, inclui toda a criação e todos os seres.

A compreensão disso é essencial para a experiência de iluminação.

Mas a proposta do Budismo não á de que o grande self destrua o self menor, e sim a de transcender o self menor.

Isto para que a pessoa não seja mais dominada pelo self menor e esta transcendência acontece sob a orientação do ego.

Budismo e Psicologia Analítica

Budismo e Psicologia Analítica


Algumas considerações sobre o Budismo e a Psicologia Analítica.

O Budismo diz que três são as principais características da existência humana:

  • A temporalidade indicando que nada é permanente.
  • O desprendimento indicando que o intelecto, as emoções e o próprio corpo do homem são também temporais.
  • A insatisfação que acontece em razão de uma vida que não consegue transcender o ego e que fica a mercê de suas limitações.

O Budismo também prega que o sofrimento está dentro do ser humano e que algo pode ser feito em relação ao sofrimento humano.

Os conceitos budistas expressam ideias que podem ser traduzidas como a impossibilidade de realização pessoal através do que é externo ao ser humano.

Isto porque tudo o que faz parte do mundo externo tem fim e o término de algo que foi buscado para propiciar prazer irá gerar sofrimento.

Desta forma, o círculo vicioso de busca incessante de prazer resultará sempre em frustração.

Além do fato de que tudo que é externo terá valor somente se o ser humano conceder valor em sua significação em seu mundo interno.

Esta significação é harmoniosa com a grande pergunta que move a Psicologia Analítica: “para quê?”.

O arquétipo na terapia junguiana

Psicologia Analítica e a busca de si mesmo


A psicologia de Jung lida com a finalidade das ações humanas e propõe a busca de si mesmo.

Ao mesmo tempo, aponta que o real caminho da realização humana é um caminho interno e não uma adaptação ao mundo externo.

O Budismo conceitua que o desprendimento (e não a negação) do que é externo ao homem pode fazer parar de girar o círculo vicioso.

Também conceitua que o homem possui uma natureza espiritual que transcende o psíquico e o fisiológico (que são temporais).

O Budismo também diz que a transcendência é o caminho para que ele viva além das limitações do racionalismo do ego.

E se assim não for, sentir-se-á insatisfeito com sua existência.

A individuação da psicologia junguiana é a transcendência do ego em direção ao self.

Desta forma, viver de acordo com os planos do self que estão além do racionalismo do ego.

O Budismo contempla a ideia de que o sofrimento está dentro do ser humano.

Ou seja, o sofrimento psicológico é alimentado, amenizado ou finalizado por aquele que sofre.

Tais conceitos remetem ao pressuposto de que a sustentação psíquica e o significado da existência advêm do mundo interior do ser humano.

E que, dentre todos os aspectos da natureza humana, o aspecto espiritual prevalece sobre os demais aspectos que são temporais.

O Budismo e a Psicologia Analítica comungam do mesmo propósito.

O propósito, em essência, é a da busca de si mesmo!

Paulo Rogério da Motta


Inspire-se, relaxe, medite com o vídeo:

Buda