Behaviorismo Metodológico e Radical


Behaviorismo Metodológico

O behaviorismo metodológico baseia-se no realismo definido por BAUM (1999, p.36) que “no contexto do realismo, um mecanismo compreensível significa um mecanismo real, que existe ‘fora’ do sujeito, e que vimos a conhecer à medida que o estudamos. […] Sua existência ‘fora’ do sujeito torna-o objetivo […]”.

O antigo behaviorismo metodológico distingue mundo objetivo de mundo subjetivo e a ciência deve lidar apenas com o mundo objetivo.

Isto é, deve lidar com o mundo “fora” do sujeito, sendo por isso o behaviorismo metodológico também chamado de “a psicologia do outro”.

Para o realismo do behaviorismo metodológico em termos de estudo o comportamento real ocorre no mundo real e os nossos sentidos (auxiliados por instrumentos ou usados na observação direta) nos fornecem somente dados sensoriais sobre o comportamento real.

Sendo assim, nunca conhecemos o mundo real diretamente, pois só o acessaremos indiretamente através de nossos sentidos.

Assim o behaviorista metodológico tenta descrever os eventos comportamentais em termos tão mecânicos quanto possível e o mais próximo possível da fisiologia.

Behaviorismo Metodológico e Radical


Behaviorismo Radical

O behaviorismo radical baseia-se no pragmatismo que é a concepção desenvolvida por filósofos americanos, particularmente Charles Pierce (1839-1914) e William James (1842-1910) que tem como noção fundamental segundo BAUM (1999, p.37) “é de que a força de investigação científica reside não tanto na descoberta da verdade sobre a maneira como o universo objetivo funciona, mas no que ela nos permite fazer”.

O behaviorismo radical assim baseia-se na praticidade.

O contemporâneo behaviorismo radical não faz distinção entre o mundo subjetivo e o objetivo, e se concentra em conceitos e termos, e o objetivo da ciência do comportamento aqui é descrever em termos que se tornem familiares e, portanto, “explicado”, buscando a ampliação da nossa experiência natural do comportamento por meio da observação precisa.

As descrições pragmáticas do comportamento do behaviorismo radical tem por fim o contexto em que ocorre e para o behaviorista radical, os termos descritivos não só explicam como também definem o que é comportamento.

O behaviorismo radical de Skinner e os psicólogos dessa abordagem, segundo BOCK, FURTADO e TRASSI (2002, p. 46): “utilizam termos como “resposta” e “estímulo” para se referirem àquilo que o organismo faz e às variáveis ambientais que interagem com o sujeito” e o comportamento é entendido como a interação do indivíduo e o ambiente sendo o homem tomado como o produto e o produtor dessas interações.


Vídeo: O que é Behaviorismo?


Caixa problema de Thorndike

As bases da psicologia comportamental foram descobertas graças aos experimentos de Edward Thorndike, um dos mais influentes pesquisadores do comportamento animal.

Quando ainda era estudante de graduação, Thorndike desenvolveu um conjunto de “caixas quebra-cabeça” para observar como os animais aprendiam a fugir do confinamento.

Acompanhe neste vídeo um exemplo da caixa problema de Thorndike:


Referências

BAUM, W. M. Compreender o Behaviorismo Ciência, Comportamento e Cultura.  Porto Alegre: 1999.

BOCK, A.M.B.; FURTADO, O.; TRASSI TEIXEIRA M.L. Psicologias Uma introdução ao estudo da psicologia. São Paulo: Saraiva. 2002.

BOLTON, L.; WARWICK, L. L. O livro completo da Psicologia Explore a psique humana e entenda por que fazemos as coisas que fazemos. São Paulo: Madras. 2005.

CABRAL, A.; NICK, E. Dicionário Técnico de Psicologia. São Paulo: Cultrix. 2003.

CHAVES, E. S.; GALVÃO, O. F. O behaviorismo radical e a interdisciplinaridade: possibilidade de uma nova síntese?  Psic. Reflex. Crit., Porto Alegre, v.18. n. 3, 2005. Disponível em: . Acesso em 24 Set 2006. doi:10.1590/S0102-79722005000300003.

MYERS, D. G. Introdução à Psicologia.  Rio de Janeiro: Editora LTC, 1999.

REESE, E. P. Análise do Comportamento Humano.  Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1975.

SKINNER, B. F. Ciência e comportamento humano.  São Paulo: Martins Fontes, 2003.

SPERLING. A. P. Introdução à Psicologia.  São Paulo: Pioneira, 1999.

WHALEY, D. L.; MALOTT, R. W. Princípios elementares do comportamento.  São Paulo: EPU, 1980.