O arquétipo do Predador

O arquétipo do Predador está presente em todos.

Ele se esgueira e esconde na ignorância e na ingenuidade psíquica.

Seduzir e destruir são suas metas.

É preciso vencê-lo!

O arquétipo do Predador

O arquétipo do Predador


O arquétipo do Predador é presente na psique de todo ser humano.

O Predador é o inimigo íntimo que vive na psique escondido na ignorância e na ingenuidade do ego e se alimenta dos sonhos mais profundos do ser humano, propondo uma vida de superficialidades para não ser reconhecido.

É necessário que se saiba da existência de um predador dentro da própria psique.

Saber da existência deste arquétipo faz com que o ego não seja uma figura ingênua dentro da psique.

O arquétipo do Predador impede o contato com a intuição, o insight e a magia que existe em cada um.

Este arquétipo procura obnubilar os desejos mais profundos e manipular o ego para uma vida no mundo externo dissonante dos anseios essenciais da psique.

O arquétipo do predador pode ser percebido em ações como: a pessoa boicotar suas relações afetivas, na revolta com Deus, no abandono de sonhos e objetivos diante do primeiro obstáculo, no ódio que a pessoa sente por si mesma, são exemplos.

Este arquétipo se esgueira na psique e faz parte da falange da Sombra, porém, ao invés de travar embate com a Persona, ele a manipula ao entorpecer o ego com as ilusões do mundo externo.

Pessoas que se entregam ao jogo, que gastam fortunas em noitadas e sentem prazer em práticas masoquistas estão sendo manipuladas por este arquétipo.

Este arquétipo tem o poder de fazer com que alguém carregue um alto poder de autodestruição.

O Predador quer obscurecer a consciência para que sua atuação inconsciente domine a psique.

É preciso então reconhecer que existe um predador dentro da própria psique e após descobri-lo recuar, analisa-lo para conhecê-lo melhor e então elaborar a estratégia para acabar com o seu domínio.

O arquétipo do Predador

Combatendo o Predador na psicoterapia


O autoconhecimento é o caminho e um processo psicoterapêutico pode ser de vital ajuda para vencê-lo.

Os sonhos podem revelar a sua presença.

A psicoterapia pode auxiliar no reconhecimento do arquétipo do Predador, auxiliar a pessoa a conhece-lo e na estratégia para obter a vitória sobre ele.

A psicoterapia vai trazer maturidade à psique e isto significa fazer com que a psique não seja ingênua, pois a ingenuidade psíquica ou imaturidade psicológica é que alimenta este arquétipo.

Para que se acabe com o domínio deste arquétipo é preciso o fortalecimento interno que se consolidará nas atitudes no mundo externo.

Este fortalecimento interno é preciso porque este arquétipo fareja as fraquezas da psique e engenhosamente faz a pessoa querer ser sua vítima.

O arquétipo do Predador busca submissão e muitas vezes camufla a submissão da pessoa oferecendo prazeres e vícios.

Quem já não ouviu alguém com um vício dizendo este não o controla? Que pode parar na hora que quiser?

O arquétipo do Predador pode atuar não somente individualmente, mas também coletivamente.

Este arquétipo pode estar presente em culturas, religiões, instituições, famílias, etc..

Ao contrário do arquétipo da Sombra em que a estratégia para lidar com ela é o acordo e a diplomacia, com o arquétipo do Predador é preciso que se desperte o espírito combativo.

No combate é preciso estar preparado para o momento em que se reconhecer o predador que mora em si e este pode ser um momento de desilusão consigo mesmo e de diminuição da admiração por si mesmo.

É preciso reunir força, quebrar ideais de perfeição, reconhecer que dentro de cada um existe luz e trevas e todo este processo propicia um ganho de consciência e de autoconhecimento que podem promover um grande enriquecimento da psique.

A Anima ou o animus podem ser fortes aliados na estratégia e no combate ao Predador, pois estes arquétipos são pontes entre a consciência e o inconsciente.

Vale lembrar que arquétipos não morrem, portanto, o combate com o arquétipo do Predador visa desarmá-lo, enfraquecê-lo tirando seu domínio psíquico e mantê-lo sob constante cuidado na psique.

Várias vezes na vida, mesmo vencido, sua voz ainda será ouvida na psique.

Há que se conviver com ele, não sob seu domínio e nem sequer sob sua influência.

Por vezes avisá-lo que sua presença foi percebida, mas que não se deixará levar por sua conversa.

Outras vezes, com bom senso, pode até ser útil ouvir o que ele diz, pois ele pode dizer coisas úteis referentes às fraquezas psíquicas e aos perigos do mundo.

Mas é sábio estar sempre atento ao seu poder de sedução.

A vitória sobre o Predador enche a psique de vitalidade e concebe mais sentido à existência.

Paulo Rogério da Motta


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