Arquétipo


O que significa Arquétipo?

Dicionário Junguiano: São protótipos do conteúdo psíquico, padrões de comportamento que se expressam como tendências…

Arquétipo – Dicionário Junguiano

Dicionário Junguiano

Arquétipo


Arquétipo (grego arché, antigo) é o primeiro modelo de alguma coisa.

Jung usou o termo para se referir aos modelos inatos que servem de matriz para o desenvolvimento da psique.

Podemos entender os arquétipos como protótipos do conteúdo psíquico.

O inconsciente coletivo é constituído pela soma dos instintos e dos seus correlatos, os arquétipos. Assim como cada indivíduo possui instintos, possui também um conjunto de imagens primordiais. (Carl Gustav Jung; A natureza da psique – § 281).

Os arquétipos foram originados através das impressões superpostas de vivências da raça humana em incontáveis vezes no transcorrer da sua evolução e história.

Todas as ideias e representações mais poderosas da humanidade remontam aos arquétipos. Isto acontece especialmente com as ideias religiosas. Mas os conceitos centrais da Ciência, da Filosofia e da Moral também não fogem a esta regra. Na sua forma atual eles são variantes das ideias primordiais, geradas pela aplicação e adaptação conscientes dessas ideias à realidade, pois a função da consciência é não só a de reconhecer e assumir o mundo exterior através da porta dos sentidos, mas traduzir criativamente o mundo exterior para a realidade visível. (Carl Gustav Jung; A natureza da psique – § 342).

São vivências, por exemplo, como o contato com os fenômenos naturais, o surgimento do sol, experiências com a mãe, encontros do homem com a mulher, travessia de rios e mares, etc..

Do mesmo modo que o homem atual herdou toda uma evolução biológica, Jung postula que também o homem herdou uma evolução psíquica e assim como herdou instintos também herdou tendências.

A existência de uma base psíquica possibilita a compreensão do porque temas similares aparecem em lugares e épocas diferentes nos mitos, contos de fada, ritos religiosos, arte, etc..

Arquétipo – Dicionário Junguiano

As figuras que aparecem nos temas similares são representações dos arquétipos.

Seja o que for que dissermos a respeito da natureza dos arquétipos, eles não passarão de visualizações e concretizações que pertencem ao domínio da consciência. Mas não temos outra maneira de falar sobre os arquétipos senão esta. É preciso dar-nos sempre conta de que aquilo que entendemos por “arquétipos” é, em si, irrepresentável, mas produz efeitos que tornam possíveis certas visualizações, isto é, as representações arquetípicas. (Carl Gustav Jung; A natureza da psique – § 417).

Nise da Silveira, em sua obra: Jung: vida e obra, fala do arquétipo:

Seja qual for sua origem, o arquétipo funciona como um nódulo de concentração de energia psíquica. Quando esta energia, em estado potencial, atualiza-se, toma forma, então teremos a imagem arquetípica. Não podemos denominar esta imagem de arquétipo, pois o arquétipo é unicamente uma virtualidade.

Os arquétipos como padrões de comportamento se expressam como tendências e não como fatores determinantes das ações humanas.

Os arquétipos só se manifestam através da observação e da experiência, ou seja, mediante a constatação de sua capacidade de organizar ideias e representações, o que se dá sempre mediante um processo que não pode ser detectado senão posteriormente. (Carl Gustav Jung; A natureza da psique – § 440).

Os principais arquétipos são a persona, a anima e o animus, a sombra e o self.

Mas é importante ressaltar que estes são os principais arquétipos, porém não os únicos, pelo contrário, são incontáveis os arquétipos e não existe uma lista definida que possa elenca-los por completo.

Outros arquétipos, a título de exemplos, são: o herói, a grande mãe, o demônio, a morte, o velho sábio, entre tantos outros.

Paulo Rogério da Motta


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