O arquetípico e o pessoal na clínica junguiana

Arquetípico e pessoal não devem ser polarizações na prática clínica do psicólogo junguiano.

Cada ser humana é único e apresenta tendências particulares.

O arquetípico e o pessoal na clínica junguiana

O arquetípico e o pessoal na clínica junguiana


Sobre o olhar clínico há que se ter um cuidado na prática clínica junguiana que é a do psicoterapeuta não polarizar todas as situações clínicas ou como pessoais ou como arquetípicas.

Jung declarou que o homem não nasce como uma tábula rasa, mas, ao mesmo tempo, declarou que o ser humano sofre profunda influência das suas experiências interpessoais.

Não basta a uma criança nascer com seu potencial arquetípico e não ter ricas experiências em seus relacionamentos com o mundo.

Uma criança sem relações humanas permanecerá em seu nível animal mesmo portando um rico potencial arquetípico.

Por outro lado, exemplificando com a situação de uma criança que perde um dos pais muito cedo e não acontece a substituição dessa figura em seus relacionamentos.

Tal situação fará com que se crie um buraco na psique desta criança que trará uma grande dificuldade ao ego de lidar com situações em que a influência deste arquétipo seria necessária.

A psique humana, desta forma, é constituída de relações pessoais e arquetípicas e na prática clínica é fundamental não polarizarmos o atendimento em uma ou outra.

O arquetípico e o pessoal na clínica junguiana

A psicoterapia consiste num trabalho realizado na psique em sua totalidade.

Outra atenção que o psicólogo junguiano deve ter é no que se refere ao temperamento de seu cliente, se este é mais objetivo ou subjetivo.

Tal percepção do temperamento do cliente permite ao terapeuta o jogo clínico que contrabalance a necessidade do indivíduo.

Se o cliente é alguém extremamente subjetivo não será eficiente inundá-lo ainda mais com uma avalanche de conteúdos subjetivos, pois o resultado poderá ser o soterramento do seu ego.

Ao mesmo tempo, o terapeuta junguiano não deve abrir mão do oferecimento de conteúdos subjetivos para este cliente, pois este é o terreno mais acessível que lhe é oferecido para ser trabalhado.

Sendo assim, o terapeuta junguiano deve ter em mente que a prática clínica é algo dinâmico e que, portanto, não há um modo de atuação fixo que se encaixa para todos os seus clientes.

Cada cliente deve ser visto individualmente e cabe ao terapeuta criar estratégias de trabalho que sejam pertinentes e eficientes para cada cliente.

O arquetípico e o pessoal na clínica junguiana

Paulo Rogério da Motta