A ansiedade neurótica


Quem não tiver ansiedade que jogue a primeira pedra!

Problema é se o que tivermos for ansiedade neurótica.

A ansiedade faz parte da vida humana e, por isso, é um tema interessante.

Diz respeito ao que faz parte da nossa vida cotidianamente.

A ansiedade neurótica

Este artigo foi baseado no livro: “Psicologia e dilema humano”, de Rollo May.

Quando utilizamos, seja verbalmente ou em pensamento, consciente ou inconscientemente, a expressão “e se” existe a possibilidade de estarmos em contato com a ansiedade.

Expectativa x Ansiedade

Quem não tem ansiedade?

Todo aquele que não tem expectativas!

A ansiedade é fruto da expectativa e ter expectativas não é algo ruim a não ser quando ela é exagerada.

Ok! Mas e quando a expectativa é exagerada?

Bem, neste caso, aí acontece a ansiedade e ela pode ser neurótica.

Ansiedade? Ansiedade neurótica? Qual a diferença?

Para melhor entendimento da diferença entre ansiedade e ansiedade neurótica consideremos estes exemplos:


Ansiedade

Se alguém na sala grita “Fogo!”, olho repentinamente para cima, o coração acelera, a pressão sanguínea sobe para que os meus músculos possam funcionar mais eficientemente e os meus sentidos ficam aguçados de modo que posso perceber melhor as chamas e escolher um bom caminho para sair.

Isso é ansiedade normal.


Ansiedade neurótica

Mas se, quando me encaminho para a porta, vejo que ela está bloqueada e descubro que não há outra saída, o meu estado emocional torna-se imediatamente algo muito diferente.

Os meus músculos ficam paralisados, os meus sentidos turvam-se repentinamente e a minha percepção obscurece.

Não posso orientar-me; sinto-me como se estivesse num pesadelo; experimento pânico.

Isso é ansiedade neurótica.


Conclusão

Considerando os dois exemplos dados podemos concluir que:

A primeira é construtiva e ajuda-nos a enfrentar eficientemente as situações ameaçadoras. É útil e é recurso psíquico para situações emergenciais.

A segunda, A ansiedade neurótica.

Consiste na contração da consciência, no bloqueio da capacidade de percepção das coisas; e quando é prolongada, leva a um sentimento de despersonalização e de apatia.

Esta ansiedade é a perda do sentido do “eu” em relação ao mundo objetivo.

O caos do mundo interno e subjetivo prejudica a atuação da pessoa no mundo externo e objetivo.

Portanto! Muita calma nessa hora!

Paulo Rogério da Motta