Animus

O que significa Animus?

Dicionário Junguiano: Este vocábulo significa razão ou espírito. Ponte para as relações com os homens e com o inconsciente…

Animus – Dicionário Junguiano

Dicionário Junguiano

Animus


Jung postulou uma estrutura inconsciente que representa a parte sexual oposta de cada indivíduo.

Ele denomina tal estrutura de anima no homem e Animus na mulher.

A mulher é compensada por uma natureza masculina, e por isso o seu inconsciente tem, por assim dizer, um sinal masculino. Em comparação com o homem, isto indica uma diferença considerável. Correlativamente, designei o fator determinante de projeções presente na mulher com o nome de Animus. Este vocábulo significa razão ou espírito. Como a anima corresponde ao Eros materno, o Animus corresponde ao Logos paterno. (Carl Gustav Jung; AION: Estudos sobre o simbolismo do Si-Mesmo – § 29).

Em outras palavras, ao viver com o homem, a mulher se masculinizou.

Animus – Dicionário Junguiano

O Animus é uma espécie de sedimento de todas as experiências ancestrais da mulher em relação ao homem […]. (Carl Gustav Jung; Eu e o Inconsciente – § 336).

A presença do Animus pode suscitar sentimentos e estados de rigidez, preconceitos inconscientes, adoção de ideias coletivas, indiferença e racionalidade, bem como, a pretensão de verdades absolutas.

Ele provoca mal-entendidos e interpretações aborrecidas no âmbito da família e dos amigos, porque é constituído de opiniões e não de reflexões. Refiro-me a suposições a priorísticas acompanhadas de pretensões, por assim dizer, a verdades absolutas. Como todos sabemos, tais pretensões provocam irritação. Como o Animus tem tendência a argumentar, é nas discussões obstinadas em que mais se faz notar a sua presença. (Carl Gustav Jung; AION: Estudos sobre o simbolismo do Si-Mesmo – § 29).

A mulher herda psiquicamente uma imagem do homem e, inconscientemente, configura sua percepção do homem baseado nessa herança psíquica.

Isto faz com que projeções de seu Animus sejam feitas nos homens e com que ela construa idealizações do homem ideal e também ideias da busca da alma gêmea.

Este arquétipo motiva a responder e compreender os membros do sexo oposto e faz com que a mulher apresente características do homem, mas ela há que estar atenta à sua influência.

A mulher tomada pelo Animus corre sempre o risco de perder sua feminilidade, sua persona adequadamente feminina. (Carl Gustav Jung; Eu e o Inconsciente – § 337).

Cabe à mulher um ego estruturado para discernir as personificações da influência deste arquétipo a fim de estabelecer relações reais com o parceiro do sexo oposto e consigo mesma.

É um arquétipo com funções psicológicas muito importantes, pois, além de servir como ponte para as relações com o sexo oposto, também faz a ligação entre o consciente e o inconsciente.

Do mesmo modo que a anima, assim também o Animus tem um aspecto positivo. Sob a forma do pai expressam-se não somente opiniões tradicionais como também aquilo que se chama “espírito” e de modo particular certas concepções filosóficas e religiosas universais, ou seja, aquela atitude que resulta de tais convicções. Assim o Animus é também um “psychopompos”, isto é, um intermediário entre a consciência e o inconsciente, e uma personificação do inconsciente. (Carl Gustav Jung; AION: Estudos sobre o simbolismo do Si-Mesmo – § 33).

O processo de maturidade psicológica passa necessariamente pela relação madura com a contraparte psíquica sexual.

O Animus costuma ser representado como príncipe, herói, feiticeiro, guerreiro, entre outros.

Paulo Rogério da Motta


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