Anima e Animus e o papel da frustração

O papel da frustração tem gosto amargo.

Anima e Animus são arquétipos que promovem flutuações do humor e, por vezes, a frustração é o remédio.

Anima e Animus e o papel da frustração

Anima e Animus e o papel da frustração


É bastante comum nos homens: brigou com a mulher então corre para a mamãe.

Os homens, muitas vezes, fazem literalmente isso: corre de volta para mamãe, mas este “voltar para a mamãe” também pode ser visto em sua forma simbólica: “o homem recolhe-se em sua anima”, ou seja, fica ferido e magoado dentro do silêncio.

Para acabar com a “birra” o remédio pode ser amargo: a frustração.

O papel da frustração é o de trazer o homem para a realidade.

A mulher quando apaixonada, – seja pelo seu trabalho, por uma amizade ou qualquer objeto de paixão – pode também estar de certa forma e, muitas vezes, escrava da paixão e somente a frustração com o objeto da paixão é que funcionará como a lâmpada que se acende trazendo-a de volta para a realidade.

O papel da frustração é o de trazer a mulher para a realidade.

Neste ponto já podemos perceber o importante papel da anima para o homem e do animus para a mulher: ser o mediador entre o inconsciente e o consciente.

Também podemos entender o papel da frustração diante destes arquétipos que podem promover comportamentos melindrosos nos dois sexos.

A anima no homem e o animus na mulher mediam a relação do ego com o mundo interior e são fontes de flutuações do humor para o homem e para a mulher.

Anima e Animus e o papel da frustração

A mulher quando ao invés de dar o papel de mediador para o seu animus dá a ele o papel de dominador do ego passa a atuar na vida com as condições do animus e não percebe que estas atitudes são de seu animus e não de seu ego.

Em situações assim a solução encontra-se em trazer a lâmpada da consciência para iluminar, mas a desilusão pode ser algo assustador e o animus foge da luz da consciência.

Desiludir-se significa perder a ilusão e lidar com a realidade, geralmente áspera em comparação com a melosa, sedosa e enganadora ilusão.

O Animus, assim como o próprio homem, pode ser tido como um monstro ou como um deus e somente a lâmpada da consciência é que irá revelar como realmente é.

O mito de Eros e Psiquê nos transmite uma mensagem bastante otimista ao mostrar que Eros, por fim e realmente, se tornou um deus admirável para Psiquê quando esta o viu à luz da realidade.

O mito de Eros e Psiquê você pode conferir aqui em psicologia Profunda: O mito de Eros e Psiquê.

Frustração e desilusão são remédios amargos, mas remédios servem para curar.

O papel da frustração

Paulo Rogério da Motta