A angústia do nada


A angústia do nada é, infelizmente, algo comum na atualidade.

A vida baseada em superficialidades e busca de prazeres impedem que a vida tenha real sentido.


O ser que quer evoluir

O ser humano é um ser que se relaciona com o mundo à sua volta através de sua consciência.

Diferente das outras criaturas, o homem é alguém que atua com autoconsciência, ou seja, tem a consciência de si mesmo.

O movimento natural da evolução e a percepção de si mesmo faz com que o homem internalize em si um desejo de evolução.

Psicologicamente, poderíamos chamar este chamado natural do homem de querer ser um ser melhor a cada dia de “autorrealização”.

Muitas vezes esta vontade psíquica de autorrealização se deturba e o ser humano passa a expressar esta vontade de autorrealização como desejo de poder, fanatismo religioso, materialismo, entre outras armadilhas.

A autorrealização, na verdade, é o processo de tornar-se melhor a cada dia, sendo assim um processo de desenvolvimento.

Angela Maria La Sala Batà, em sua obra: Maturidade psicológica, diz:

Esta autorrealização, seja ela chamada “individuação”, como diz Jung, ou “despertar da alma”, como dizem os espiritualistas, indica sempre a mesma realidade, ou seja, a descoberta do verdadeiro centro do nosso ser, da nossa verdadeira essência, do verdadeiro Homem, que os orientais chamam de o Ser.

A angústia do nada


A angústia do nada

Porém, atualmente a vida humana é permeada por uma angústia que consome o ser humano que podemos denominar de “angústia do nada”.

O ser humano hoje vive uma realidade baseada em superficialidades para equivocadamente fugir do seu temor de uma vida sem sentido.

O mundo exterior não alimenta seu mundo interno e ele acaba levando uma vida vazia de sentido e para fugir do temor que o habita procura fugir de si mesmo para não ter que encarar a verdade que vive.

Mas aonde quer que o ser humano vá ele estará levando consigo seu vazio existencial.

E ele busca preencher seu vazio existencial na busca de prazeres.

Equivoca-se mais uma vez ao procurar preencher o vazio de dentro com “coisas” do mundo de fora.

Viktor E. Frankl, em sua obra: A presença ignorada de Deus, comenta que:

A busca do sentido da vida acontece sob a orientação da consciência, pois é esta que tem a capacidade de espontaneamente procurar o sentido e de descobri-lo e a consciência tem, inclusive, a capacidade de enganar a pessoa quanto ao sentido da vida. Vivemos num tempo permeado na busca de sensações e da falta de sentido e o aguçamento da consciência gerará a apuração da percepção de si e da vida e isto permitirá ao ser humano se tornar resistente ao conformismo e ao totalitarismo.

O vazio que o ser humano sente dentro de si, na verdade, somente poderá ser preenchido com conteúdos que sirvam ao seu mundo interno.

Algo que pode preencher seu mundo interno é o que é espiritual.

Paulo Rogério da Motta


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