O amor genuíno


O amor genuíno é aquele em que prevalece o próprio amor e que não depende de circunstâncias para ter lugar e existência.

O amor genuíno

O amor genuíno não é baseado na posse.

É aquele amor que não precisa de algo exterior para poder existir, por isso não é um amor que precisa possuir algo.

O amor genuíno não se baseia no ter e acontece através daquele que ama.

É o amor que é a síntese de todas as aspirações da alma humana.

É um amor que não se mistura com as ilusões humanas e instintos.

Para aquele que assim ama não é um amor que serve para se preencher, mas que preenche ao amar.

Quando estamos repletos de nossa própria vida e de nós mesmos não é necessário socorrer-se dos outros para preencher-se.

O amor genuíno é aquele que acontece com desapego porque não há necessidade de se ter o objeto de amor para que exista o amar.

O amor genuíno é amor de graça e da graça.

Sobre isso Jean-Yves Leloup, na obra: O essencial do amor: As diferentes faces da experiência amorosa, diz:

[…] Assim, o “amor gratuito” – que não procura, nem espera ser amado em retorno – torna-se possível por meio da abertura de nosso ser psíquico à dimensão espiritual.

É o amor que é uma graça divina.

O amor genuíno é transcendente, ou seja, transcende o ego.

Por transcender o ego não se sustenta em egocentrismo nem egoísmo.

Por ser o amor genuíno algo que acontece a partir daquele que ama e que emana a quem é amado a sua fonte é o próprio amor do ser que ama.

Isto dá sentido à frase: Ama ao próximo como a ti mesmo.

Ninguém pode oferecer aquilo que não tem…

Se alguém não amar a si mesmo como poderá amar genuinamente alguém?

Para se oferecer amor há que se ter o amor manifestado em si.

E se houver “auto amor” não será necessário que alguém preencha uma necessidade de ser amado e haverá amor suficiente para também doar.

O ser humano é uma totalidade e tem tudo dentro de si como potencialidades e a sua maior riqueza é a sua capacidade de amar.

Enfim, o “amor” se baseia no encontro para que exista o “amar” e este encontro pode ser com o “outro” e pode ser com “si mesmo”.

Paulo Rogério da Motta


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