Amor e paixão

Amor e paixão são distintos.

Apaixonar-se é delicioso, mas não existe paixão eterna.

A paixão é ardente e leva o apaixonado ao êxtase!

O que fazer?

Amor e paixão

Amor e paixão


Importante que se compreenda a diferença entre amor e paixão.

Amar é ver alguém como ele “realmente” é, com suas deficiências, potencialidades e modo de ser e pensar e, ainda assim, considerar esta pessoa como sendo maravilhosa.

No verdadeiro amor não há ilusão, há o respeito à individualidade, é algo permanente e “real”.

Apaixonar-se é “projetar” no outro a figura que será a responsável pela felicidade de quem está apaixonado.

A paixão é como fogo ardente, porém tudo que é consumido ardentemente pelo fogo acaba logo.

A paixão é inflamada, vivida de forma inconsciente e, na verdade, o apaixonado está muito mais cativado é pela sensação que sente, pela sensação de loucura que o faz sentir-se diferente de todos os mortais.

Enfim, o apaixonado está apaixonado é pela paixão e não exatamente por alguém.

Quando alguém perde a paixão por alguém, muitas vezes, fala que se desiludiu com o ex-companheiro e quem diz isso está falando a verdade, porém sem compreender a verdade que foi dita, pois desiludir significa “sair da ilusão” e isso é algo muito bom e construtivo, embora não seja gostoso.

O ser humano que se esforça, que luta na vida, que se transforma, que busca seus sonhos, que vive pautado em seus valores é um ser que tem que ser visto com a luz da consciência.

Estar ciente do outro significa também ter a visão de suas imperfeições e de suas características desafinadas com as daquele que olha.

Ver no outro um humano e não um deus.

Robert A. Johnson, na obra: She: a chave do entendimento da psicologia feminina, nos fala que houve época em que a experiência de sentir-se tocado pelos deuses existiu dentro de um contexto religioso.

Porém, destaca o autor, com o passar do tempo a religião foi perdendo muito deste aspecto transcendente e o autor reflete que o estar apaixonado é capaz de fazer com o ser humano viva esta transcendência que sente necessidade de vivenciar.

O ser humano não é alguém que se contenta com o mundano. Há nele a vontade de transcender.

Por isso o apaixonado vê no outro um deus.

O amar é estar ao lado de alguém e somar-se a este alguém.

O apaixonar-se faz com que um veja através do outro.

Para melhor entender tal ideia basta verificar dois apaixonados se olhando!

Apaixonar-se é viver um êxtase, daí a relação do amor que o autor faz em relação ao religioso, porém na religião a relação é com um deus e na paixão a relação é com um ser humano e, por isso, a paixão tantas vezes machuca.

Amor e paixão

Estou apaixonado(a)! E agora?


O que fazer quando a paixão nos toma?

Nada.

O melhor é parar e esperar os pés voltarem para o chão.

Para quem esperava uma pílula mágica?

Não há!

É necessária a maturidade para lidar com a força tempestuosa da paixão.

Compreende agora por que os jovens sucumbem tanto na paixão?

Se considerarmos a ideia da paixão como um êxtase e se o fogo da paixão for alimentado pela lenha da proibição, das dificuldades e obstáculos então surgirá a oportunidade de se viver uma tragédia romântico ao melhor estilo de Romeu e Julieta!

E isto, com certeza, é muito mais significativo do que um simples cotidiano mortal!

E não somente os jovens sucumbem à paixão, mas para eles é algo mais difícil de lidar.

E há dois caminhos para a paixão:

  • Ou vira frustração
  • Ou transforma-se em amor

Quando se transforma em amor se tem a fórmula para um casamento bem sucedido.

A verdade é que a paixão, por mais deliciosa que seja, não tem como se sustentar indefinidamente, afinal, não há êxtase eterno.

Mas  o amor pode ser eterno…

Paulo Rogério da Motta

Amor e paixão