A agressividade


O que é agressividade para a psicologia?

Algo negativo no ser humano?

O fato é que hoje é uma das principais preocupações de nossa sociedade.

A agressividade


Considerações sobre o comportamento agressivo

A agressividade está presente nos dias atuais na família, na escola, nos meios de comunicação e na sociedade em geral.

Diversos problemas podem levar alguém ao comportamento agressivo sendo que sua origem pode se dar tanto através do indivíduo (agressividade individual) quanto do seu meio social (agressividade social).

O fato é que faz parte de nossa realidade e, por isso, é importante saber o que é, bem como a sua análise e compreensão.

O que é agressividade para a psicologia

O que é agressividade?


Iniciemos a resposta buscando sua etimologia.

A palavra agressividade tem origem no latim na expressão aggressio, que deriva de aggrendi, que significa alcançar algo ou dar um passo em direção a alguma coisa.

Logo se vê que em si não é algo que deve ser considerado como algo maléfico em sua essência e que o seu efeito depende da forma como é utilizada.

Desta forma, sob a visão da psicologia, é um direcionamento da energia (libido) em busca de autoafirmação ou de autoproteção e é o uso incorreto que gera os desvios de comportamento que se expressam então como violência e impulsos de destruição.

A falta de agressividade pode, inclusive, ser algo que mereça a atenção psicoterapêutica.

Mario Jacoby, em sua obra: Psicoterapia Junguiana e a pesquisa contemporânea com crianças, diz:

Quando nós, hoje em dia, falamos de diagnóstico terapêutico de agressão inibida, nós queremos dizer a falta da capacidade, ou, preferencialmente, uma capacidade inibida de se autoafirmar, de permanecer sem ser intimidado ou atemorizado pelo mais leve sinal de resistência.

Assim, é uma motivação para se explorar o mundo e se autoafirmar nele, bem como, um meio de autopreservação em situações de risco.

Desta forma, é importante que se considere que quando nos referirmos à ela como algo negativo estamos falando desta em seu sentido negativo e como desvio de comportamento.


Vídeo: O nervosinho


A agressividade no ser humano e no mundo

Sabedores de o que é vamos agora refletir sobre a agressividade no ser humano e no mundo.

O comportamento agressivo é censurado socialmente, porém, como vimos, é preciso analisar a intenção.

A determinação, a resiliência e a defesa de valores éticos frente a tentações antiéticas são exemplos em que o uso da agressividade funciona como um passo em direção a algo positivo é algo desejável.

Porém quando a agressão tem como intenção ferir alguém física ou psicologicamente ou destruir algo ou a ordem social, então a agressividade é algo que é socialmente rejeitável.

A agressividade é considerada como algo que faz parte da natureza humana por alguns autores, porém pesquisadores de crianças atualmente dão resposta negativa a esta afirmação.

Eles colocam a hipótese de que a motivação para se autofirmar pode se tornar destrutiva quando o indivíduo se depara com resistências para que isso aconteça.

Segundo estes pesquisadores, é algo que vai se configurando na criança como um movimento de frustração-agressão que ocorre quando é repudiado o jeito de ser e de se expressar da criança.

Após a agressividade ser configurada na criança, esta passa a ser vivenciada nos diversos estágios da vida, sendo, inclusive, expressada coletivamente na forma de grupos dominadores e até de estados totalitários.

Podemos concluir que a agressividade é como tudo na vida: poder ser boa ou má, o que vai designar a sua polaridade positiva ou negativa é a forma como é usada.

A sua ausência torna a pessoa apática, frágil e sem protagonismo na própria vida por não ter força para defender seus direitos, valores e ideias.

Por sua vez, a sua utilização negativa pode tornar alguém agressivo, opressor, destrutivo e irracional e pode se tornar uma força diabólica como diz Mario Jacoby, em “Psicoterapia Junguiana e a pesquisa contemporânea com crianças”:

Repetidamente, impulsos de destruição indomados são exercidos em uma enorme escala. Mesmo em sociedades que alegam altos padrões morais, a agressão encontra-se expressa de uma forma diabólica.

Paulo Rogério da Motta