A psique no espiritismo e na Psicologia Analítica


A psique no espiritismo e na psicologia de Jung mostra que o inconsciente é uma densa floresta que precisa ser explorada.

Nesta floresta há vozes, beleza, perigos…

A psique no espiritismo e na Psicologia Analítica

A psique no espiritismo e na Psicologia Analítica


Estudaremos a psique no espiritismo e na Psicologia Analítica utilizando:

  • A obra de Joanna de Ângelis (psicografada por Divaldo Franco): Em busca da verdade
  • O vídeo da série psicológica de Joanna de Ângelis, em seu módulo 1, aula 2: A Estrutura da Psique I
  • Além é claro da teoria da Psicologia Analítica

Para o estudo da psique na Psicologia de Jung há aqui em Psicologia Profunda dois artigos:

Sugiro a leitura destes artigos como primeiro passo.

Após sugiro que você assista o vídeo a seguir da série psicológica Joanna de Ângelis e finalize com a leitura complementar logo abaixo do vídeo do artigo: A floresta e as vozes.

Bom estudo!


Vídeo: A Estrutura da Psique I


A psique no espiritismo e na Psicologia Analítica

A floresta e as vozes


Joanna de Ângelis (psicografada por Divaldo Franco) na obra: Em busca da verdade, diz:

A psique no espiritismo e na Psicologia Analítica

Quando se conquista uma floresta densa, o primeiro movimento é o de abrir-se clareiras na sua escuridão e densidade, a fim de que entre a luz e haja espaço para a edificação do que se transformará em posto avançado de serviço e de repouso.

O inconsciente é uma floresta densa, a parte submersa de um iceberg flutuando sobre as águas tumultuadas da existência física.

A psique no espiritismo e na Psicologia Analítica

A floresta é uma boa representação para analisarmos a psique humana.

Numa floresta é possível encontrar beleza desmedida e perigos incalculáveis.

O mesmo serve para a psique humana!

A jornada pela psique é uma aventura inevitável do ser humano em que ele trilha um caminho em um mundo em que toda beleza e todos os perigos foram criados por ele mesmo.

A beleza é fruto do encantamento que percebeu na vida e significou em si.

Os perigos são frutos do desprazer sentido na vida que foram significados como conteúdos psíquicos a serem evitados.

Algo também interessante nesta jornada interior é que aquele que empreende a jornada busca a si mesmo.

Isto faz da psique a origem e o destino de tudo vivido pelo ser humano, o alfa e o ômega.

Outro ponto interessantíssimo na aventura da busca de si mesmo é que aquele que trilha o caminho tem um guia que é seu verdadeiro EU e que está nele mesmo: o self.

O self é um guia interior que quando reconhecido e sua presença é aceita se expressa como uma voz interior que guia o caminhante pelo caminho do que é essencial e auxiliando o aventureiro para que não se perca nos fáceis desvios do que é superficial.

Mas a voz do self não é a única voz presente na psique do caminhante.

O ego é a voz que repete quem é o sujeito que caminha lhe dando uma identidade e é a voz que está sempre a questionar porque o ego quer tudo entender.

E outras vozes são ouvidas como se fossem ecos do self só que distorcidas pelos complexos, ora ecoando com palavras construtivas, ora ecoando com palavras destrutivas.

Joanna de Ângelis diz sobre as vozes:

A psique no espiritismo e na Psicologia Analítica

Ninguém deve ignorar a voz interior, especialmente quando crítica ou mordaz, responsável por comentários depreciativos da própria pessoa ou de referência a outrem..

Torna-se necessário o seu enfrentamento lúcido e natural, diluindo a tensão que se estabelece entre o consciente e o inconsciente.

Normalmente, diante de uma bela performance exterior, irrompe interna a voz que censura, que abomina, que recalcitra em relação àquele desempenho.

Essa tormentosa sombra imanente na psique faz parte do ego à espera da valiosa contribuição do Self libertador.

A psique no espiritismo e na Psicologia Analítica

Percebe-se aqui que a aventura humana se baseia na jornada de encontro do ego com o self.

A aventura tem um nome: individuação.

A aventura tem um propósito: a busca de si mesmo.

Obstáculos e inimigos fazem parte da aventura e sobre isso Joanna de Ângelis fala:

A psique no espiritismo e na Psicologia Analítica

Essa é uma artimanha da sombra, disfarçando o transtorno da indiferença ou animosidade contra o próprio ser, dos conflitos perturbadores no íntimo, em fuga espetacular para a valorização do outro com desprezo pelos seus sentimentos, suas conquistas e seus prejuízos.

A psique no espiritismo e na Psicologia Analítica

A psique humana é essa densa floresta recheada de beleza e perigos!

A psique humana abriga em si a consciência com o seu sujeito, o ego, que capta a vida, sente o que foi captado e lhe dá significado, constrói lembranças que são seu livro da vida e que tem a missão de transcender a si mesmo para alcançar seu real si mesmo.

A psique humana abriga em si o inconsciente com conteúdos que são guardados e são as conquistas do viver humano. Este inconsciente é construído com vida vivida, é o maktub da psique. É o inconsciente pessoal.

A psique humana abriga em si também o inconsciente que é comum a todos os seres humanos: o inconsciente coletivo. Este inconsciente é a herança recebida de todo ser humano que nasce e nele estão todas as possibilidades do que está por vir. É uma rica fonte de criatividade, enredos e personagens que são expressões dos arquétipos.

A psique no espiritismo ainda colore mais toda esta aventura ao fazer dela uma história que é escrita em mais de uma vida.

Paulo Rogério da Motta


Veja também…

Vídeo: A psique na Psicologia Analítica