A Consciência na Psicologia Analítica

A consciência na Psicologia Analítica é um tema de extrema importância, pois a conscientização é um dos propósitos da psicologia de Jung.

Jung ao caracterizar a sua psicologia como a busca de si mesmo indica que o encontro com o “si mesmo” se baseia no sucesso do processo de conscientização e o reconhecimento do Self por parte do ego.

A Consciência na Psicologia Analítica
A Consciência na Psicologia Analítica

Mas o que é e como é a Consciência na Psicologia Analítica?


A consciência permite ao ser humano ter a ciência do que está à sua volta e também ter a ciência de si mesmo.

A consciência é que permite ao ser humano orientar-se na vida e se adaptar às situações de vida.

Toda experiência humana é vivida psiquicamente e o agente da consciência é o ego, desta forma, o ego é o centro da consciência.

Todo conteúdo psíquico para se tornar consciente tem que, obrigatoriamente, relacionar-se com o ego.

O ego permite ao ser humano ter uma coesão psíquica, pois é o ego que estabelece uma identidade psíquica ao indivíduo e também a ideia de continuidade, ou seja, o indivíduo é a mesma pessoa todos os dias.

A Consciência na Psicologia AnalíticaA consciência é a única parte da psique que o ser humano pode conhecer diretamente.

Por sua vez, o ego é o organizador da mente consciente e desempenha o papel de vigia da consciência ao selecionar e determinar quais os conteúdos do inconsciente que poderão chegar até a consciência.

Desta forma, o ego é extremamente seletivo a fim de assegurar a integridade da consciência.

Aqui já podemos compreender que a saúde psíquica depende da estrutura do ego.

Um ego frágil permitirá que conteúdos inconscientes assolem a consciência e, em casos extremos, as alucinações são exemplos de um ego desestruturado.

Alucinações são conteúdos do inconsciente que chegam à consciência em razão do ego não ter tido força para impedir e nem a capacidade de selecionar e ressalte-se sendo que a realidade percebida pelo ser humano é a realidade construída a partir do contato com o ego.

A psique, então, neste caso de fragilidade do ego, interpreta que os conteúdos percebidos são realidades objetivas e, portanto, reais, e passam a ser tratados como realidades conscientes e não mais como fantasias e conteúdos subjetivos oriundos do inconsciente.

As alucinações são tidas como realidades objetivas!

Um ego estruturado tem a capacidade de considerar as fantasias como conteúdo inconsciente e até utilizá-las como instrumentos de sua criatividade.

Jung, inclusive, coloca o inconsciente como fonte de criatividade, mas falaremos sobre o inconsciente nos próximos artigos.

Paulo Rogério da Motta


Vídeo: O que é Consciência?


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